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Terça-Feira, 22 de Maio de 2007, 00h:45 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

ARTICULAÇÃO

Silval não aceita mais ser governador paralelo

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    Dividido entre a fidelidade ao PMDB e ao governador Blairo Maggi, o vice Silval Barbosa vive uma situação política constrangedora. Está no centro de uma grande confusão. A legenda peemedebista, cansada de tanto pressionar, em vão, para conseguir cargo no primeiro escalão, anunciou que a partir de agora terá posição independente em relação à administração estadual. Isso levou Silval a ficar acuado.

    Ele não deve nem assumir mais a atribuição de ser um governador paralelo, conforme combinado com Maggi, inclusive com compromisso de receber quase todo o secretariado para orientá-los nas demandas administrativas, entre eles Carlos Brito (Justiça e Segurança Pública), Chico Daltro (Ciência e Tecnologia), Alexandre Furlan (Indústria, Comércio, Minas e Energia), João Malheiros (Casa Civil), Ságuas Moraes (Educação), Geraldo de Vitto (Administração) e Augustinho Moro (Saúde).

   Outra demonstração de que a crise PMDB-Maggi ganhou proporções maiores é a possibilidade do vice não comparecer nos dois dias de encontro do seu titular com todo o staff, a partir desta terça (22).

    Na reunião com o governador no Palácio Paiaguás, os peemedebistas, sob a liderança do deputado Carlos Bezerra, ouviram o que não queriam ao cobrar espaço na administração. Maggi disse que não iria mudar o comando da pasta de Infra-Estrutura (hoje sob Vilceu Marchtti) porque precisa ter no cargo alguém de confiança. Ao perceber que o seu vice estava presente, o governador tentou amenizar o tom dos comentários. Mesmo assim, criou-se um clima de mal-estar, principalmente porque Maggi já havia convidado Silval para assumir duas pastas, primeira a Educação e, depois, a Infra-Estrutura. Por fim, não deu trégua para o PMDB em nenhuma das secretarias.

     Diferente do que demonstra na prática, nos bastidores Silval tem feito críticas ao governador. Declarou, por exemplo, que "Maggi não cumpre acordo" e que quando viaja o deixa no comando do Estado, "mas proíbe tudo", privando-o de realizar empenhos ou de fazer pagamento.

   A tendência é Silval, pressionado pelo PMDB, se distanciar de Maggi. Entram também em jogo as eleições futuras. Na Assembléia, os quatro parlamentares peemedebistas querem distância de Maggi para poderem ficar livres às críticas a serem feitas, já visando o pleito de 2008. Todos são pré-candidatos a prefeito: Zé do Pátio, em Rondonópolis; Adalto de Freitas, o Daltinho, em Barra do Garças; Walter Rabello, na Capital e; Juarez Costa em Sinop.

    O PMDB tem incentivado Silval a se preparar para concorrer ao governo do Estado em 2010. Então, a provável ruptura agora já sinaliza para esse projeto próprio, com o atual vice desvinculado do Palácio Paiaguás.

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Comentários (8)

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu gostaria de dar um conselho ao PMDB, apesar da minha pouca idade(52) anos,não sou filiado à partido nenhum,mas é de alguem que esta vendo as coisas de "fora":pemdebistas façam uma convenção nacional tire o "P" deixe só o MDB vélho de guerra, o MDB de ULISSES GUIMARÃES,TEOTONIO VILELA,e muitos outros o MDB que lutou contra a ditadura.voces não perceberam ainda que se o vice fosse gaúcho ele ja teria rsolvido este assunto? como diz o cuiabano: "larga mão de cargo"voces ja tem o cargo foram eleitos para "TRABALHAR" por Mato Grosso ainda não ta bom?.......veja só ! o home tem que acomodar treze partidos,dizem que se conselho fosse bom ñ era dado era vendido mas tentei fazer a minha parte OBRIGADO!

  • Ricardo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A história se repete.. Ontem D. Iraci, agora Sinval. É esse o jogo daturma dos olhos claros: usar e queimar.

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Silval Barbosa tem de beijar os pés de Blairo que permitiu que ele fosse seu vice, tirando do páreo Dona Iraci que vem de um colegio eleitoral muito maior. O que é que esse moço quer mais?

  • Carlos Roberto de Aguiar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O PMDB começou a errar quando se sujeitou a ser vice em um ninho completamente estranho somente para não ficar de fora do contexto, e também por economia, pois não participou do esquema mas sim atrelou-se ao grupo que sem duvida nenhuma seria o vencedor à època; Mas se esqueceu que coisa atrelada não faz parte do corpo principal, não é menbro vital e, pode ser defenestrado sem prejuizo ou perigo de vida, portanto PMDB pula fora enquanto é tempo senão vai continuar de cabeça pendida.

  • Rcardo Da Matta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Silval não é problema para Blairo. O problema é Carlos Bezerra. Entregar uma pasta importante para um partido sob o comando de uma liderança como essa, é o mesmo que colocar raposa para cuidar de galinheiro. E o Blairo não quer escândalos em governo. Tá certo!

  • Ademar Adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Blairo fez bem em não colocar Silval na Educação, pois, esse cargo não cabe a um semi-alfabetizado.
    Também acertou em não colocar ele na infra-estrutura, pois, sendo ele um apaniguado do Riva, seria um perigo.
    Mas um governo que tem Chico Daltro como secretário de Ciência e Tecnologia, pode qualquer coisa...

  • Aristóteles Potter | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ademar adams, meu grande amigo, acho que você foi maldoso com o chiquinho, secretário de ciência e tecnologia, têm gente bem pior do que no primeiro escalão.

  • Audimar Rocha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Acho que o Ademar Adams, desconhece a historia recente desse estado, quando faz esse comentario em relação ao secretario Chico Daltro, ele não se lembra como o chico assumiu a secretaria de agricultura, uma secretaria totalmente apagada, e como ele a entregou, com açoes em praticamente em todo o estado beneficiando principalmente os pequenos produtores.

    Tenho certeza que o Chico Daltro, vai fazer essa secretaria de Ciencia e Tecnologia acontecer.

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