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Segunda-Feira, 30 de Julho de 2007, 01h:14 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

INFRAESTRUTURA

Situação de Luiz Pagot se complica a cada dia

    Em meio à crítica generalizada ao excesso de políticos ocupando postos técnicos nas agências reguladoras - a começar pelos nomes apadrinhados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - o governo tenta emplacar mais uma indicação político-partidária em um cargo estratégico: o de Luiz Antonio Pagot para diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), que também já pôs o nome à disposição para disputar, ano que vem, a prefeitura de Cuiabá pelo PR.

    Vários fatores podem complicar a aprovação do nome de Pagot, como, por exemplos, denúncias sobre exercício de dupla função de forma ilegal, contraposição das grandes empreiteiras e interesse político-eleitoral, já que Pagot tem pretensões de concorrer a Prefeitura de Cuiabá, em 2008 e, ao governo do Estado, em 2010.

     O cargo é cobiçado porque o orçamento do órgão para este ano chega a R$ 12bilhões. E desta vez, o presidente Lula pretende contemplar um aliado recente, o governador Blairo Maggi (PR), de quem Pagot é ex-secretário de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educãção. O nome de Pagot foi encaminhado por Lula ao Senado em maio passado, mas a indicação ainda está parada na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura da Casa, que tem de aprovar o nome para, depois, encaminhá-lo à apreciação do plenário.

     A sabatina de Pagot na comissão deveria ter acontecido no início de julho, antes do recesso parlamentar, mas acabou sendo adiada por conta de um pedido de vista feito pelo senador Mário Couto (PSDB-PA). A nova previsão da Comissão é de que a sabatina seja realizada no dia 07 de agosto.

     Pagot vem sendo criticado por ter trabalhado como assessor do senador Jonas Pinheiro (DEM, ex-PFL), entre 1995 e 2002, e, ao mesmo tempo, ter atuado como superintendente de uma empresa privada, a Hermasa Navegação. A assessoria de Pagot considera normal essa dupla função público-privada e disse que, na época em que ele trabalhou no Senado, a Casa foi informada dessa outra atividade profissional.

     Além disso, sustenta a assessoria de Pagot, a Mesa Diretora do Senado autoriza assessores e secretários de parlamentares a terem uma segunda atividade. Um senador da base do governo afirmou que a indicação de Pagot vem sofrendo resistências por causa das disputas políticas regionais. Na avaliação desse senador, com Pagot no Dnit, o grupo político de Blairo Maggi ganharia ainda mais peso no Estado. "O Dnit tem um poder de fogo muito grande, pode realizar obras nas rodovias, por exemplo, e fortalecer o grupo de Maggi", disse o parlamentar governista, que preferiu não se identificar. Pagot já traçou o seu destino, Se não conseguiu a direção do cobiçado Dnit, vai disputar a Prefeitura de Cuiabá.

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Comentários (3)

  • Luiz Fernando | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É necessário entender que Pagot não é uma esperença e sim a certeza de progresso para Mato Grosso! Não será uma meia dúzia de mau-intencionados que sonhar volar ao Palácio Paiaguás para continuar os "saques desenfreados" que vai conseguir fazer Mato Grosso voltar ao "passado tenebroso do CPA".

  • Carlos Roberto de Aguiar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Já disse aqui anteriormente, não tenho amizade com o Pagot, e nunca troquei nenhuma palavra com êle, mas mesmo assim torço pela sua nomeação, pois independente de qualquer interesse, está o do nosso Estado, que esta acima de qualquer interesse partidário e de qualquer outra picuinha.

  • ricardo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

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