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Domingo, 07 de Outubro de 2007, 08h:10 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

EMBATE JURÍDICO

Só 7 federais correm o risco de perder mandato

Homero, que trocou o PPS pelo PR antes de março, fica fora da lista dos infiéis

    Somente 7 deputados federais que mudaram de partido depois de 27 de março, data fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como o prazo-limite para o troca-troca partidário, correm o risco de perder o mandato, apesar de 19 terem trocado de sigla a partir do final de março. Dessa forma, 10 ficam de fora da listagem dos infiéis e há dúvida sobre dois deputados.

    O mato-grossense Homero Pereira, que foi eleito pelo PPS e pulou para o PR com vistas a reforçar o grupo do governador Blairo Maggi, também não será afetado. Portanto, não corre risco de perder o mandato porque a sua desfiliação do partido pelo qual foi eleito e depois o ingresso no PR ocorreram antes de março. O deputado de quinto mandato Wellington Fagundes também não está sob risco de cassação porque o seu PL fundiu-se com o Prona e, daí, nasceu o PR, onde ele está filiado hoje.

   Embate

   A maioria dos que correm risco de perda de mandato terá dificuldade em provar perseguição política ou mudança no programa do partido. Essas são as razões que os ministros do Supremo consideraram legítimas para a infidelidade. Os deputados argumentam, em geral, problemas regionais, mas uma rápida pesquisa na biografia dos infiéis mostra que muitos têm histórico de trocas frequentes de legenda.

   O deputado Jackson Barreto (SE) está pela terceira vez no PMDB, depois de passar por PSB, PDT, PMN e PTB, que tentará reaver o mandato. Silas Câmara (AM), no terceiro mandato, já foi do PMDB, do PL, do PFL, do PTB, do PAN e hoje é do PSC.

Os mais infiéis, porém, escaparam. É o caso de Takayama (PSC-PR), que, em 18 anos, trocou de partido seis vezes. Eleito pelo PMDB, Takayama foi para o PAN em 1.º de fevereiro. Desde julho, está no PSC. Como a primeira troca foi antes de 27 de março, o PMDB não pode pedir a vaga.

Já o deputado Carlos Souza (AM), que trocou o PP pelo PRB, agora promete voltar. O motivo: tem espaço para concorrer à Prefeitura de Manaus em 2008. No dia seguinte da decisão do STF, a Câmara recebeu o comunicado de que Carlos Eduardo Cadoca (PE) deixou o PMDB, após 38 anos. Foi para o PSC, para disputar a Prefeitura do Recife. (Com Agência Estado)

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Comentários (3)

  • Ricardo Felipe paranhos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse produtor rural homero, hoje deputado federal precisa ter o esclarecimento de que o seu mandato não é para defender apenas produtor rural. Mato Grosso não pode ficar refém de representantes políticos que só pensam em seu próprio umbigo.

  • João Carlos Ponce de Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mato Grosso é um Estado imenso geograficamente, e muito heterogêneo do ponto de vista social e econômico, possui 3 grandes ecossistemas e não pode se dar ao luxo de eleger representantes políticos que defendem apenas um segmento econômico, ainda que este possa ser considerado importante para a economia do Estado. Precisamos de representartes versáteis, que tenham perfil e habilidade para transitar em várias comissões temáticas, e acima de tudo, defenda os interesses coletivos, da maioria do povo matogrossense, e logicamente a classe dos produtores rurais não pode ser considerado como maioria em nosso Estado. Acredito que está chegando ao fim a linhagem dos políticos classistas que vão para brasilia para defender apenas os seus interesses pessoais, mas, na período eleitoral vai até as periferias das nossas cidades pedir voto.

  • suzanneauxiliadora | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Estimados leitores Ricardo e João Carlos, ninguem pode julgar sem conhecer! O dep. Homero não é apenas "esse deputado", ou aquela pessoa que trabalha apenas para pessoas do setor rural, precisamos conhece-lo melhor, eu mesma não sou do agronegócio, mas já fui e toda minha comunidade, que trabalha na áea social e ampara crianças em Cuiabá e V. Grande já fomos beneficiadas por Homero. Em minha avaliação não é necessário contratar empresas carissímas para publicar aquilo que fazemos, Homero tem dado com a mão esquerda mas a mão direita não sabe. Procure saber!
    Romilson, Homero não é infiel, o dono do PPS (Roberto Freire) que imaginou que a cláusula de barreiras abacaria com seu partido e prometeu botar todos prá fora é que deveria ser o grande culpado, e ele nem é de MT.
    Doravante, antes de criticar vamos dar sugestão para que deputados possam melhorar nosso estado. Criticas só para bandidos e HOMERO É ARTÍSTA.

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