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Terça-Feira, 29 de Julho de 2008, 07h:09 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

MEIO AMBIENTE

Sob críticas, secretário tenta apagar "incêndios"

 Luís Henrique Daldegan é um dos secretários do governo Blairo Maggi que mais levam "pancada". Está à frente da mais problemática, complexa e sem rumo secretaria estadual do Meio Ambiente. As maiores reclamações vêm do setor madeireiro, acusado de manter acesa a chama que projeta Mato Grosso como um dos Estados campeões em desmatamento na Amazônia.

   Daldegan "sobrevive" no cargo há praticamente 3 anos. Mais técnico que político, estrategista e cauteloso, ele evita o ataque. Na semana passada, por exemplo, foi esculhambado publicamente pelo ex-prefeito de Sinop, Adenir Barbosa, inclusive na frente do governador Maggi, do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e de vários produtores - leia mais aqui. Mesmo assim, Daldegan fez de conta que não era com ele.

   Ele enfrenta uma série de desafios tanto do ponto de vista administrativo quanto da concepção da sociedade quanto ao setor ambiental. Sucessor do promotor de Justiça, Marcos Henrique Machado, Daldegan não tem se envolvido em esquemas de irregularidades que eventualmente surgem na Sema e determinou abertura de vários processos administrativos.

  Convive sob pressão, principalmente de políticos. Alguns recorrem ao secretário para não serem punidos por desmatamento ilegal. Outros pedem ajuda no sentido de evitar que áreas sejam interditadas pela fiscalização e em busca de licenciamento.

   Além da batalha diária para contornar crises internas, Daldegan ainda precisa mostrar na prática que o governo "prioriza o setor" e que o seu líder Maggi, o rei da soja, não é estuprador da floresta, como costumam batizá-lo. A cada levantamento sobre o desmate e queimadas ilegais, MT volta a ser destaque nacional. Para o secretário, o grande entrave na gestão ambiental está na insegurança jurídica e documental, que "trava" principalmente as propriedades rurais. É com esse argumento que ele toca a Sema e tenta apagar incêndios, principalmente neste época, quando começa a aumentar os focos de queimadas.

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Comentários (12)

  • aroldo leite | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esta sema e uma vergonha principalmente estes secretarios adejuntos,só sabem mentir p/o povo e enrolar os coitados que vem de tão longe p/resolver as pendencias e são mal tratados pelos senhores secretarios, como eles fosem dono da verdade, semi deuses,que podem tudo e ate bricar com o direito do povo e não podem ser penalisados, mas não se esquesam que somos nos o povo que vamos dar o troco nas proximas eleições senhores, Daldegan,Afranio.Governador pode dar um trofeu p/o sr. afranio ele tem queimado o teu governo direitinho e ate batendo recorde Deus nos livre deste mentirosos.

  • Jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Daldegan, é vitima de uma situação inusitada.
    Toda a confusão começou com uma agressão em local e hora imprópria de um cidadão destemperado.
    Se este cidadão fosse um popular poderiamos pensar, como um momento de real protesto social, mas, trata-se de pessoa ilibada, graduado em medicina e produtor rural, logo: só podemos entender como reclamação mesmo, e portanto mantemos o primeiro paragrafo e colocamos o adendo de: mal educado.
    Daldegan, vive dentro do agronegócio que é a junção dos setores: Madereiro, Agricola, Pecuario e toda a parafernália de empresas flexiveis, que sustem estes itens produtivos.
    Os mais destemidos são os madereiros que residem distantes e tem regras próprias na condução de seus negócios: derrubada, compra, venda e exportação de madeira, além é claro do beneficiamento. Portanto um setor sujeito as leis federáis com mais vigor e isso os tornam mais nervosos em suas reevindicações.
    Os outros setores, que compoe o agro-negócio, são mais mansos, e negociam com mais tranquilidade, visto que os seus emprendimentos, dependem de selos ambientais para a maioria de suas atividade, estes setores não apurriam tanto ao Secretário Daldegan, visto que os seus mais fiéis padrinhos são ligados a pecuária e com credibilidade pacifica.
    Dentro deste quadro, aqui exposto, acredito que o secretário esteja muito confortavel na condução dos negócios da sema, os que não devem estar são os madereiros, mas, por razões de Carlos Minc e não diretamente afetos a Sema.
    Continuo a acreditar em Daldegan e repudio o protesto por hora e local indevido.

  • Gilmar Maldonado Roman | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A Secretaria de Estado Meio Ambiente é uma das pastas mais difíceis de se administrar, primeiro porque ela trata de um assunto mundialmente complexo que é o meio ambiente. Depois por não dispor em seu quadro, de pessoal devidamente qualificado para exercer suas funções, uma vez que as leis ambientais são complexas e de dificil aplicação. Além disso, em nivel federal existe um ministro totalmente desvairado, surfista, politico de carreira que nunca soube o que é uma espécie animal ou vegetal, dando uma de dono da razão mandando sequestrar, prender e perseguir quem trabalha e produz nesta nação.

  • Paula | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A SEMA ASSIM COMO QUALQUER SECETARIA PRECISA NA VERDADE É DE LIDERANÇA.SE O SECRETARIO CONJUGA FALTA DE COMPETENCIA COM AUSENCIA TOTAL DE LIDERANÇA E FALTA DE RESPEITO DÁ NISSO,UMA TORRE DE BABEL,NINGUEM SABE QUEM MANDA E TA CHEIO DE PICARETA DESPANCHANDO.NAO DÁ,NAO DÁ.....

  • emerson | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    a Sema é um orgao de muita importancia no estado de mato grosso, mas peca em algumas coisa, o daldegan é um excelente secretario, mas é mal acessorado pelos secretarios adjuntos.. o salatiel so enrola e é muito prepotente, agora esse afranio é uma piada né... é mentiroso,enrolado e nao paga ninguem, deve até as cueca. E sempre da de bonzinho com nos proprietarios das fazendas, e outra eu sei que ele facilita processos de muita gente ai., inclusive pedido de acessores de deputados.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Neste momento histórico, em que Mato Grosso é bombardeado nacional e internacionalmente como um dos maiores agressores ao meio ambiente, seria salutar e imprescindível que houvesse uma união da socidade e das forças políticas no sentido de se promover uma política ambiental firme e segura, baseada nos preceitos legais e de preservação racional de nossa fauna, flora, ecossistema, matas etc, etc. Nada se vê nesse sentido. Tenta-se minimizar o trabalho de um Secretário de Estado que foi jogado às traças, aliás, jogado às piranhas, pois que a SEMA, em que pese o admirável (???) trabalho do polivante Marcos Machado, sempre foi uma Secretaria inoperante, incompetente e totalmente desprovida de conhecimentos técnicos-ambientais que sugerissem pelo menos uma significativa amortização do desmatamento e de outros crimes ambientais praticados em Mato Grosso, sob às vistas paternalistas e sojistícas do Governo do Estado. Nossos Parlamentares, incompetentes também e totalmente despreocupados com as qustões relacionadas ao meio ambiente e a devastação de uma grande área do Estado, como sempre, só pensam neles mesmos e em seus patrimônios, claro que este conseguido à custa de muito $uor e $sacrifícios. Não se deve massacrar Daldegan. Deve-se, isto sim, lhe dar condições de exercitar sua missão junto à SEMA, ainda que para isso não tenha a simpatia de muitos desmatadores e oportunistas que pululam neste Estado mãe.

  • cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não da mais para aguentar esta palhacada na SEMA. Ou o Blairo e conivente ou esta cego ... O pior cego e aquele que não aceita o fato de não enxergar.. Basta ir na SEMA para ver a bagunca e o semblante dos funcionarios que estao pra la de cabisbaixos ... Kd os avancos conquistados pela equipe do ex Secretario ?? Este Luiz Henrique não sabe de nada .. E não me venham come essa que ele e tecnico .. Mal sabe escrever direito .. Falar nisso, e aquela chefe de gabinete ... Brincadeira, seu Blairo .. Passou da hora de mandar esta indiada embora ...

  • Mauro Coelho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Achei o comentário deste Carlinhos interessante,apenas gostaria de acrescentar que o pior cego é aquele que não quer enxergar ... Ora, o Governador não é bobo ... Acho que ao colocar este secretário fraco, ex-assessor de segundo escalão do Bosaipo (corrupto por natureza) fica mais fácil para ele aprovar os projetos de seu interesse ... como as pch´s .... como as LP, LI e LO´s de seus empreendimentos que são concedidas ao Blairo em tempo recorde ... não é Ministério Público .. ? Kd o Mário Lúcio Avelar e Domingos Sávio nesta hora ... Cuiabá está virando terra de ninguém ou pior .. terra do Blairo ... Aliás,meu caro Romilson ... vc deveria deixar de publicar matérias sobre o órgão ambiental, pois de nada adianta .... este governinho do Blairo, que a princípio parecia que ia mudar, tá pior que o Governo do seu Jaime Campos ... outro que deseja voltar ao poder ... mas que, não voltará ... MT não merece mais isto ......

  • Alencar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não conheço o ex-prefeito de SINOP, mas gostaria de conhecê-lo, ao menos para cumprimentá-lo por dizer verdades ao quase secretário de meio ambiente, Luis Daldegan ... Aliás, como dizem aqui em Terra Nova, este secretário logo-logo será demitido pelo sr. Governador, se é que este tem vergonha na cara ... Como ficará a economia do nortão com esta equipe da SEMA que ao invés de trabalhar para fomentar o desenvolvimento equilibrado, só fica querendo aplicar multas ... comando e controle ... Será que os leitores sabem que nem 2 (dois) por cento das multas são pagas ?? Isto é uma vergonha ... E o Fundo Ambiental .. será que anda aplicando as verbas cobradas arduamente dos produtores ... me falaram que lá tem um tal de Moacir, que só fica passendando, gastando dinheiro público na Barra do Garças ... Comprando carros novos ... será que o salário dele é suficiente ... é brincadeira ... Vou falar com o Governador, em breve ... e direi as verdades que o povo do nortão não fala ... ou se fala, não se repercute por aqui ...

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