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Quarta-Feira, 16 de Dezembro de 2009, 09h:10 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

EXECUTIVO

Sob dengue e gripe suína, secretários enfrentam ano de caos

   A 15 dias do final do ano, os gestores estaduais e municipais têm pouco que comemorar. Sofrem sérios desgastes em setores essenciais e, no balanço final, estão em déficit com a população. O setor campeão de reclamações é o da Saúde. No início do ano, os mato-grossenses viveram uma epidemia de dengue que provocou mortes em várias regiões do Estado. Milhares de pessoas adoeceram. A chuva cessou e acreditava-se em uma trégua, mas apareceu a gripe suína, a chamada gripe A (H1N1), que fez mais vítimas fatais. Os gestores municipais e o secretário estadual de Saúde Augustinho Moro pareciam desnorteados diante do novo "abacaxi". Apesar de medidas preventivas tomadas às pressas, nota-se o bate-cabeça num sistema mal gerenciado, que agrava cada vez mais a crise e deixa na mãos pacientes que dependem do SUS.

  Fernando Ordakowski

Augustinho Moro, secretário estadual de Saúde, enfrenta crise no setor, assim como os demais gestores 

  O inverno terminou e as chuvas e altas temperaturas voltaram para desespero de Augustinho e dos secretários nos 141 secretários mato-grossenses. Foi montada uma espécie de megaoperação contra a dengue, mas não houve resultado satisfatórios. Nem mesmo os arrastões e as campanhas publicitárias que apelaram para a emoção impediram que o tipo 2 da doença, considerado mais grave, voltasse a ser registrado em Mato Grosso. Quase 47 mil pessoas já sofreram com os sintomas provocados pela picada do mosquito Aedes Aegypty. Outras 52 não resistiram e morreram. Uma epidemia sem precedentes pode ocorrer, já que o Estado registra 320% a mais de casos da doença em relação ao mesmo período no ano passado.

   Como se não bastasse a impotência em controlar a dengue, uma doença sazonal, que parecia ser apenas um problema de gestão do secretário de Saúde de Cuiabá, que até semana passada era Luiz Soares, substituído por Maurélio Ribeiro, e da secretaria de Saúde de Várzea Grande, Jaqueline Guimarães, parece ter se tornado uma verdadeira “epidemia” em Mato Grosso. Desde que as discussões em torno da Saúde começaram na CPI, que investiga o setor, prefeitos de todo o Estado sofrem com críticas da população e dos servidores. Todos questionam a falta de estruturas física e humana. Faltam até insumos e medicamentos primários.

   Tanto desgaste atinge em “cheio” os gestores. Os prefeitos Wilson Santos (PSDB), de Cuiabá, e Murilo Domingos, de Várzea Grande, são os que mais tiveram a imagem desgastada. Nota-se clima de desespero na saúde pública também em outras cidades-pólos, como em Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis. Já o governador Blairo Maggi (PR), que parecia imune a tanta crise, entrou no pacote. Seu secretário Augustinho Moro tenta impedir que a “bomba” exploda justamente em ano eleitoral, afinal, problemáticas na saúde devem nortear os debates. Detalhes: todos são co-responsáveis pelo caos no setor. (Patrícia Sanches)

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Comentários (20)

  • pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • toco1000 | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • LUIZ FERNANDO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A atual epidemia de Dengue é de conhecimento do Sr. Agostinho Morno desde que ele assumiu a Pasta de SES/MT a 4 anos atrás!!! Devidamente alertado pelo então Secretário Marcos Machado e sua equipe técnica!!!
    As medidas de contenção não foram tomadas e a DENGUE se consolidou em todo estado.
    Só propaganda não mata mosquito e na assistencia não foi criado 1 novo leito no estado pelo contratário fecharam leitos em vários municipios!!!
    Final da história o mosquito tá ganhando o jogo de goleada contra a incompetencia do Gestor Estadual!!!E o perdedor é o POVO de Mato Grosso!!!
    Luiz Fernando
    Especialista em Sistemas e Serviços de Saúde

  • Ed. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • Ed. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • Rogério Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É preciso refletir para entender porque essas coisas acontecem e a quem cabe resolve-las.
    A epidemia de dengue acontece no âmbito municipal, portanto compete ao cidadão e ao município fazer o primeiro combate. O cidadão eliminando toda e qualquer agua parada em sua propriedade e o municipio fazendo o mesmo nas ruas e terrenos publicos e terrenos abandonados. Depois cobra dos proprietários negligentes o valor da conta. O municipio deve ainda em nome do bem comum, fazer a pulverização com o conhecido fumacê. A União e o Estado estão longe e devem participar do combate em outra instância e oportunidade. Estado e União devem fazer o trabalho de midia para concientização.
    O maior motivo para a explosão da dengue neste momento pode ser atribuido aos processos eleitorais do ano passado pois os prefeitos reeleitos gastaram na elição recursos que precisaram ser repostos, então retiraram ilicitamnte os recursos de diversas pastas, dentre elas da Saúde. Os prefeitos que se elegeram pela primeira vez precisaram pagar dividas de campanha, então fizeram a mesma coisa retirando dinheiro das pastas. Não é por acaso que a dengue atingiu os patamares de epidemia.
    Vergonha é ficar jogando a responsablidade apenas na sociedade. Vergonha é deixar de agir rapidamente ao invés de ficar tentando enganar o povo culpando a terceiros. Com o desmascaramento do Goverador de Brasilia, fica explicito o carater da politica e dos politicos que o povo tem elegido. O que aconteceu em Brasilia acontece no Brasil inteiro, é modo de trabalhar da classe politica brasileira. Rarissimas são as excessões.

  • servidordasaudeVG | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • servidordasaudevg | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • servidordasaudevg | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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  • servidordasaudevg | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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