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Quarta-Feira, 30 de Maio de 2007, 16h:44 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

TRANSPORTE COLETIVO

Sob descrédito, CLTP volta a protestar nesta 5ª

     O  Comitê de Luta pelo Transporte Coletivo (CLTP), coordenado pelo jornalista Gibran Laschowski, volta às ruas nesta quinta (31) para protestar contra o aumento da tarifa. O novo valor, que saltou de R$ 1,85 para R$ 2,05, está em vigor há quase um mês. Um grupo de estudantes, motivados pela dispensa das aulas, devem  se aglomerar na praça Alencastro, em frente ao Palácio Alencastro, para esculhambar o prefeito Wilson Santos (PSDB), para quem é o grande responsável pela elevação da passagem.

    A manifestação, porém, já perdeu seu sentido social. Ganhou conotação político-eleitoral, influenciado até por questões pessoais. Ligado ao PT, Gibran está sendo motivado a disputar candidatura de vereador nas urnas do próximo ano. Se juntou aos parlamentares oposicionistas Lúdio Cabral, Luiz Poção e ao deputado federal Valtenir Pereira (PSB), pré-candidato a prefeito da Capital. O grupo está disposto a "sugar" o prefeito Santos, na tentativa de miná-lo no projeto à reeleição.

     O empresariado do transporte coletivo se mostra incomodado com a situação porque o debate, que deveria ser norteado por questões meramente técnicas, se transformou em briga política.

    Tudo tem limite. É de se observar que o prefeito Santos cometeu erro grave quando, no final do ano passado, sob pressão das empresas, assinou decreto para aumentar a tarifa sem observar o princípio da anualidade. Pagou caro por isso. Com apoio do Ministério Público, segmentos organizados recorreram à Justiça e conseguiram derrubar o aumento. A partir daí, travou-se uma guerra de liminares, ora pelo aumento, ora pela derrubada do reajuste.

    Há cerca de 15 dias, o Conselho Municipal do Transporte Coletivo se reuniu. Por maioria, aprovou a elevação da tarifa. O prefeito, por sua vez, assinou o decreto. Seria mais prudente agora que o CLTP recorresse à Justiça contra o aumento da passagem ao invés de, influenciado por meia-dúzia, liderar movimento merante com conotação político-eleitoral. Se continuar assim, logo cairá no descrédito, comprometendo até entidades sérias e engajadas nas lutas pelas causas sociais.

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Comentários (7)

  • José Ricão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por acaso Vossa Excelência nesta época era assessor de Wilson Santos ou algo parecido?
    Se não era, qual o motivo para tanto ódio em relação aos Estudantes e Trabalhadores?

  • Paulo Henrique | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O movimento do cltp tem crédito sim! quem não tem crédito é o prefeito que tenta se esconder atrás do conselho.WILSON TRAIU MAIS UMA VEZ O POVO DE CUIABA.O AUMENTO FOI ARTICULADO POR ELE E PELO EMPREITEIRO DE OBRAS PUBLICAS OSCAR SOARES.

  • João Luiz Fabris | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os movimentos estudantis representam muito para a história de qualquer país. A coragem dos estudantes chineses em 1989, por exemplo, jamis será esquecida. No Brasil, os estudantes foram fundamentais na luta contra a opressão do regime militar. Mas atualmente, no Brasil, o movimento estudantil perdeu força e credibilidade, justamente por ter sido tão contaminado por interesses politiqueiros. Os estudantes tornaram-se massa de manobra - burra - na mão de políticos espertinhos. Exemplos são os estudantes da USP, que invadiram a reitoria e de forma estúpida e ditadora estão impedindo o andamento administrativo da universidade, paralizando a instituição.
    Em Cuiabá, temos esta CLTPista, comandada por este senhor Gibran, que, com meia dúzia de estudantes manipulados, vai as ruas fazer barulho sem causa, trabalhando a serviço do PT.
    Um aviso e um questionamento aos estudantes que seguem a CLTP e seu líder. Sabiam que o Senhor Gibran não tem emprego? E sobrevive de que? Dizem por aí que é militante profissional. Que recebe psalário para fazer arruaça. E quem paga?

  • ademar adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isso é uma notícia ou é uma opinião? Não é proibido e gente de outros partidos participarem do movimento. Os demais vereadores que não vão, estão de rabo preso. Alguns que junto com Chica Nunes praticaram desvio de verbas na Câmara.
    Cadê os gritos de Walter Robalo?
    Cadê a transparência do Lutero?

  • Jocelino Amorim | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ah! uma pergunta ao SR João Luiz Fabris que fez um comentario nesta pagina:

    Vossa Senhoria ande de onibus?
    Tá feliz com o aumento?

  • Jocelino Amorim | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    isso Gibran.... tem mais é que se candidatar pra vereador mesmo... ou vamos ter que aturar aquele bando do Lutero Ponce, Marcus Fabricio, Xico Galinha e outros.... ao menos vc tem a coragem de gritar e por a voca no mundo em defesa da coletividade...

    Já tem meu voto!

  • João Luiz Fabris | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Respondendo ao questionamento do Sr. Jocelino.
    Sim, ando de ônibus. Todos dos dias. Quatro por dia. Dois para ir ao trabalho e dois para voltar. E pago com meu salário. E mais, quando estudava na universidade também pagava ônibus. Meio passe. Trabalhava para pagar transporte e RU. Não andava de graça não como os estudantes andam agora. Estudantes que atualmente têm a maior mordomia, um enorme benefício e ainda têm a cara de pau de reclamar. Querem o que mais de graça? Comida, moradia, roupas. Sabiam que milhares de pessoas trabalham todos os dias para pagarem suas contas. Não têm tempo parta ficar na rua fazendo arruaça e recebendo salário sabe-se lá de quem, heim, senhor Gibran. Mostre-nos de onde vem a sua renda?




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