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Segunda-Feira, 05 de Outubro de 2009, 08h:14 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

INVESTIGAÇÃO

Temendo cassação, Lutero se articula para presidir Inmetro

 Fernando Ordakowski

  Sob investigação por uma Comissão Processante da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Lutero Ponce (PMDB), prevendo sua cassação e diante de uma situação insustentável e de muito desgaste político, já se movimenta em busca de um novo cargo. Sem alarde, ele articula sua nomeação para a diretoria do Instituto de Metrologia do Estado (Inmetro-Imeq). A intenção do peemedebista é fugir do fogo cruzado, mesmo que venha a ser absolvido das acusações de improbidade administrativa. Pesa contra o parlamentar denúncia de que causou prejuízos milionários aos cofres da Câmara nos dois anos em que foi presidente (2007/2008). Lutero quer "jogar a toalha" como vereador mas, antes, busca se segurar em outro cargo público.

   A sede do parlamentar pelo Inmetro-Imeq, órgão vinculado à estrutura do governo do Estado e que proporciona salário próximo de R$ 10 mil, aumentou depois das articulações do ex-secretário e ex-deputado Carlos Brito, que pretende levar para ocupar um dos 80 cargos comissionados na recém-criada Agecopa o presidente do órgão, Jair Durigon. Brito será um dos sete a compor a Diretoria Colegiada da autarquia responsável pela gestão e investimentos em Cuiabá rumo à Copa do Mundo de 2014. Ele será diretor de Infraestrutura e quer Durigon na equipe. Foi Brito, ex-secretário da Casa Civil e de Justiça e Segurança Pública do governo Blairo Maggi, quem emplacou Durigon no Imetro.

   Cabe ao Inmetro fiscalizar, por exemplo, a qualidade e quantidade dos produtos que compõem a cesta básica e outros objetos e produtos, como o gás GLP ou extintor de incêndio. Lutero está de olho no cargo não é por acaso. Em 1998, no governo Dante de Oliveira, o hoje vereador de segundo mandato passou a atuar como diretor-administrativo e financeiro do Inmetro-Imeq, depois de ter quebrado financeiramente como agricultor e vivido experiência de tocar por mais de um ano uma mineradora na Libéria, país da África Ocidental. Em 2002, com a renúncia de Dante para concorrer ao Senado e a posse de Rogério Salles como governador, Lutero continuou no Inmetro e veio, inclusive, a ser "promovido" ao posto de superintendente. Segundo informações, ele enfrentou também na época denúncias de supostas irregularidades no órgão.

    Na esperança de ser contemplado no cargo, Lutero Ponce tem pedido ajuda a alguns líderes políticos. Buscou respaldo até do empresário Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt) e que no sábado trocou o PR do governador Blairo Maggi pelo PSB. Agora, se depender de Mendes fazer pleito junto ao Palácio Paiaguás, Lutero pode enfrentar dificuldades, já que Mendes, pela posição política adotada, começa a se distanciar da turma da botina.

(Às 8h30) - Tenho amigos no Inmetro, mas vou continuar na Câmara, reage Lutero

   Lutero Ponce afirma que deixou "muitos amigos" no Inmetro, no período em que atuou como diretor e superintendente, mas nega qualquer articulação no sentido de voltar ao órgão. Ele afirma que continuará vereador porque tem a convicção de sua absolvição das denúncias. Assegura que suas contas no Inmetro foram aprovadas e que foi responsável pela criação da autarquia e pela realização de concurso público. "Não tenho vontade de voltar para lá, onde deixei muitos amigos. Vou continuar vereador", desconversa o parlamentar, apesar dos comentários de bastidores de que estaria se movimentando para, numa eventual cassação do mandato, não ficar desempregado. Lutero Ponce nega também que tenha procurado Mauro Mendes em busca de apoio pelo cargo na estrutura do governo Maggi.

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Comentários (27)

  • Manoel Delgado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dizem as más linguas que quando diretor do INMETRO, o TCE fez o nobre vereador devolver mais de R$: 100.000,00 reais. Será que o governador vai emplaca-lo de volta a essa conceituada empresa? Eu, com muito respeito, não o levaria de volta. Agora, cada cabeça uma sentença. Quem sou eu para dizer não a esse cidadão? até a justiça estah dando poderes a ele e a Chica Nunes de terminar o mandato.



  • Tato Mendonça | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Seria ótimo, trágico e comico a ida do Lutero para o Inmetro, pois lá o DEUCIMAR acabou de ganhar uma licitação, mega alías, prá contratar de guarda a copeira, entre outros serviços, eu só sei que o valor passa da casa dos millllllllllllhoes. Dado o recado está.E tem mais a empresa não tá em nome do Deusinho e sim da sua esposa FLÀVIA.

  • Celso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Primeiro a diretoria politica da AGECOPA, agora cada diretor vai levar o seu mala preta de campanha. O que virá depois?
    Leva logo o Lutero, Chica, Riva, Bosaipo e todos os seus discipulos....

  • alessandrah negrini | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Jackson | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O moço vai trabalhar, sai da mamata do Estado e procura um serviço, voce deve saber fazer alguma coisa, além da maracutaia.

  • Paulo Roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ô Romilson voçes precisam rever o conceito de
    ofensa, difamação, calúnia, baixaria e outros
    bichos, esse meliante chamado de Lutero Ponce,
    está mais que provado que o mesmo meteu
    a mão no dinheiro da Câmara.

    O que comentei, toda capital sabe......Só a
    justiça que não sabe!!

  • marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    cara de pau.....fora da politica.....e ai vai devolver o dinheiro?

  • Clovis | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Teve coragem de fazer e não tem coragem de arcar com os resultados do que fez, agora busca refugio na estrutura do Estado.
    Coitado dos comerciantes e empresários em geral que terão de inclui-lo em suas folhas de pagamento.

  • Jenefer | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se ele for pro inmetro, não compro mais nada que tenha essa SELO DE QUALIDADE.

  • Milton Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson, com todos os problemas apresentados não creio que terá o aval do Governador.
    Afinal todo gestor que tem problemas com a aprovação de contas pelo Tribunal não deveria assumir cargo ou função pública.
    Evidente que não estou acusando o Lutero, pois nao conheço os autos, o proprio Lutero deveria esperar a conclusão dos fatos, provar, sua inocencia e depois sim buscar um cargo público.

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