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Terça-Feira, 10 de Julho de 2007, 10h:13 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

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Tiss vai revolucionar saúde suplementar

     A implantação da Troca de Informações em Saúde Suplementar (Tiss) é uma exigência legal, determinada pela Agência Nacional de Saúde (ANS), órgão do governo federal. Todas as operadoras, incluindo as cooperativas, são subordinadas e obrigadas a seguir as suas determinações por força de normativas, sujeitando-se a multas milionárias em caso de descumprimento.
     A Tiss tem demandado um esforço grande e investimentos maiores ainda, tanto da Unimed Cuiabá quanto de seus cooperados, para adequarem-se. O desafio, além do definido pela necessidade de reestruturação tecnológica, consiste em modificar culturas. Na Cooperativa todo um padrão administrativo está sendo revolucionado. A meta é, em pouquíssimo tempo, conquistar os 100% no atendimento digital.
     Na esteira desta transformação, o relacionamento com cooperados e prestadores é impactado fortemente. E, finalmente para fechar o processo, a sociedade e, de um modo muito especial, os clientes, são atingidos por uma avalanche de informações - nem sempre esclarecedoras, na medida em que são contaminadas por interesses às vezes contraditórios.
     O ponto central da polêmica diz respeito a colocação de um código, conhecido no meio médico como Classificação Internacional de Doenças (CID) nos novos formulários da Tiss. O Conselho Federal de Medicina, por meio de resolução permite a informação da CID em meio eletrônico e a proíbe em papel.
     O objetivo central da publicação da CID é proporcionar à Agência Nacional de Saúde meios de conhecer o estado de saúde de uma população que está fora de controle do Estado. Os estudos, avaliações e levantamentos estatísticos a respeito de epidemias, por exemplo, dizem respeito somente à população atendida pelo SUS.
     Se o médico que atende o paciente na rede pública pode informar o código da doença, sem ferir o sigilo médico ou qualquer outro preceito do Código de Ética Médica, porque não poderia fazê-lo em relação ao paciente atendido pelo plano de saúde?
     A reformulação em marcha, capitaneada pela ANS, é de interesse de todos e não tem por objetivo restringir direitos do paciente na relação com seu médico assistente. A própria pessoa terá mais segurança a respeito do seu tratamento e na avaliação crítica de resultados de exames solicitados.
     O médico terá mais autonomia sobre os procedimentos. Mas há ainda mais benefícios. Com a informatização, o histórico da evolução clínica bem como dos resultados dos exames realizados estarão disponíveis para avaliação comparativa e crítica pelo médico, possibilitando uma visão mais abrangente do problema que lhe aflige.
     Atualmente, o médico não tem uma visão geral do histórico do paciente, perdendo a oportunidade de medicar com menores chances de complicações ou efeitos colaterais. Os medicamentos prescritos podem fazer bem para uma determinada doença e trazer complicações em casos de outros problemas existentes.
     A exemplo do que ocorre no primeiro mundo, a saúde no Brasil está dando um importante passo para que todos nós possamos, em futuro breve, carregar em um "pen drive" ou "chip" todo o nosso histórico médico, com informações pessoais a respeito de alergias, medicamentos de uso contínuo e outros.

Kamil Fares é médico, presidente da Unimed Cuiabá e da Unimed Federação Mato Grosso


 

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