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Sábado, 31 de Janeiro de 2009, 07h:52 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

JUDICIÁRIO

Travassos assume com missão de equilibrar TJ

Clique na imagem para ampliá-la  Com atuação e perfil de quem não está vinculado a grupos, o desembargador Mariano Travassos assume o comando do Judiciário estadual a partir de 2 de março com a missão de restabelecer o equilíbrio e a harmonia interna. Ele é irmão do polêmico Oscar Travassos, desembargador aposentado e que foi deputado federal e secretário de Segurança Pública nos governos dos irmãos Júlio e Jayme Campos, nas décadas de 80 e 90. Hoje, Oscar Travassos mora no Rio e tende a atuar, mesmo à distância, como espécie de conselheiro do irmão-presidente do TJ.

Mariano é irmão do ex-secretário
de Justiça Oscar Travassos, que
será espécie de seu conselheiro

   Mariano sucede a gestão Paulo Lessa, que pregou rupturas e quebra de paradigmas, mas que acabou por comprar brigas com colegas desembargadores e juízes. O Tribunal de Justiça rachou. De um lado o grupo de Lessa e do corregedor-geral de Justiça Orlando Perri e, de outro, a ala liderada pelo desembargador José Ferreira Leite e pelo ex-presidente da e outro, o grupo de magistrados liderados pelo ex-presidente, desembargador José Ferreira Leite, e pelo ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Magistrados (Amam-MT), Antônio Horário da Silva Neto.

   A troca de acusações mútuas entre alguns juízes e desembargadores acabou por corroer a estrutura de Poder do Judiciário. No ambiente onde poderia haver harmonia, transparência, serenidade e equilíbrio na missão de resolver os conflitos que surgem na sociedade, ficou marcado pela tensão, ameaças e jogadas conspiratórias.

   Conflitos

   São 30 cadeiras de desembargador - hoje são 29, pois há uma vacância com a aposentadoria de Munir Feguri. As brigas que expuseram o Judiciário começaram quando, entre tantas outras situações de confrontos, o grupo de Lessa torna público a decisão de suspender um acordo de 2003, selado entre o governo do Estado e o então presidente do TJ, Ferreira Leite, prevendo uma participação de 20% para o Judiciário sobre "o valor total das execuções efetivamente convertidas em receita aos cofres públicos. Assim, de cada R$ 100 que o governo de MT arrecadou nos últimos 2 anos em ações judiciais para a cobrança de tributos, R$ 20 foram para os cofres da própria Justiça.

  Na bronca, Ferreira Leite e quatro juízes (Marcelo de Barros, Irênio Lima, Marcos Aurélio dos Reis e Antônio Horácio) revidaram. Acusaram Perri de falsificar documento para aumentar a idade em um ano (de 24 para 25 anos) e, assim, ganhar legitimidade para fazer concurso público para juiz. "Detonaram" também Lessa por supostos atos de improbidade.

  O corregedor Perri denuncia Ferreira e os 4 juízes por supostos atos de improbidade, a partir do resultado de uma auditoria. Eles teriam recebido vantagens salariais irregulares e usaram o recurso público para socorrer a loja maçônica Grande Oriente do Estado, da qual Ferreira Leite era o grão-mestre e presidia o TJ à época. Em um novo capítulo na novela "A Guerra no Tribunal", Ferreira Leite e os 4 juízes denunciam que a tal auditoria feita pela Mesa Diretora sob Lessa e Perri partiu de uma empresa fantasma, que recebeu R$ 335 mil.

   Lessa e Perri reagem e disponibilizam documentos que apontam envolvimento em fraudes de 4 servidores, um deles ligado a Marcelo de Barros, um dos 4 juízes denunciados. Em novo confronto, o grupo de Ferreira Leite torna público pagamentos de extras (direitos adquiridos) supostamente de forma privilegiada a servidores e magistrados com ligação com a atual Mesa.

   E, assim, vem caminhando o TJ, protagonista de uma novela que, agora sob Mariano Travassos, tende a chegar ao fim. A nova Diretoria tem como vice Paulo Cunha, tido como outro magistrado que deve contribuir para o ponto de equilíbrio. A Corregedoria-Geral fica sob Manoel Ornellas.

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Comentários (5)

  • uyioekrci | Quarta-Feira, 06 de Junho de 2012, 00h28
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    uyioekrci, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Márcio de Abreu | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como irmão do Travassos (antigo), contamos com sua competencia, responsabilidade e dignadade, pois tá difícil, acreditar.

  • cidinha celi campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Já passou da hora de fazer um limpa geral em todos seja executivo, legislativo e judiciario, ouve-se tantos zum zum aonde há fumaça à fogo.......

  • Gaúcho Macho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr. Editor, o senhor escreveu a seguinte informação: Hoje, Oscar Travassos mora no Rio e tende a atuar, mesmo à distância, como espécie de conselheiro do irmão-presidente do TJ.
    Gostaria de saber como é que se faz para obter notícias como esta, tchê!
    E como pode o Des. Aposentado Oscar Travassos aconselhar seu irmão acerca dos problemas ocorridos no âmbito do Tribunal de Justiça, pois pelo que eu saiba o mesmo já não é mais juiz/desembargador por mais de 20 anos, e vai tê um baita pobremão prá fazê isso, por ser assim, ele deve estar mais por fora de tais nuanças que eu, um reles mortal que ainda estou aprendendo escrever o purtuguéis de Mato Grosso.
    Sei da baita capacidade dos editores do RDNews, por isso, umirdemente lhe peço que ao menos me dê uma dica de como soube disto, ou seja, de que Oscar Travassos irá aconselhar Mariano Travassos. Só assim, nóis que sumos novo de mato grosso vamo aquerditar mais nesses meio de cumunicação daqui.

  • Vilma Ascari | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Enquanto o Judiciário, Políticos, imprensa baterem nos PMs quando se excedem na prisão de ladrão de banco, estuprador, traficante, meninos de rua, os PMs dizem q na próxima ocorrencia preferem chegar 20 minutos mais tarde, dessa forma não encontrarão mais ninguém.......

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