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Terça-Feira, 07 de Agosto de 2007, 19h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

SABATINA

Tucano queria que Pagot devolvesse R$ 428 mil

    Na avaliação do senador Mário Couto (PSDB), a  aprovação do nome do economista Luiz Antônio Pagot para o DNIT prejudica ainda mais a já "chamuscada" imagem do Senado. Como principal porta voz do PSDB na sabatina, Couto reclamou diversas vezes pelo suposto desrespeito à Lei 8112/90, que impede que servidores públicos sejam sócios ou trabalhem em empresas privadas.

    O caso aconteceu com Pagot entre 95 e 2002, quando foi assessor do senador Jonas Pinheiro (DEM) e superintendente de uma das empresas do Grupo Amaggi, a Hermasa. "Ou o Secretário dos Recursos Humanos do Senado está mentindo ou ele (Pagot)", exclamou Couto. A única coisa que pedi foi um documento comprovando que ele avisou o Senado sobre seus dois empregos, e ele não tem", criticou. Para Couto, num momento em que se investiga até mesmo o presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o mínimo a se fazer para manter a imagem da instituição seria uma devassa nas irregularidades apontadas contra Pagot.

    "O PSDB mostrou sua posição, não compactuou (com a aprovação), alguém terá que responder por isso", disse. O senador ainda questionou o fato de Pagot ter recebido R$ 428 mil durante o período que foi assessor de Jonas Pinheiro "sem ter sequer uma falta". "Quero saber se vai devolver esse dinheiro para os cofres públicos?", indagou.

 Defesa

   Com tranquilidade, Pagot alegou ter prestado diversos serviços para o senador Jonas Pinheiro entre 95 e 2002, principalmente serviços de campo. "O senador naquele momento quis se lançar como liderança nacional, e eu o inserí em diversos fóruns ligados à questão ambiental, à agricultura e agropecuária". Pagot ainda revelou que as folhas que constavam em seu currículo, atestando a duplicidade de empregos, foi enviada ao Ministério dos Transportes, mas não foi repassada "curiosamente" à comissão de Infra-estrutura.

     Também garantiu que preencheu os formulários do Senado referentes à sua duplicidade de empregos, além de constar os rendimentos de maneira transparente no imposto de renda. "Se não tivesse feito isso eu teria sido demitido pela comissão que analisa a duplicidade dos empregos", conclui. (Severino Motta, de Brasília - especial para RDNews)

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