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Sábado, 10 de Novembro de 2007, 07h:37 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

Artigo

Um país doente

Quero tudo de volta do que me foi surrupiado por todos os que ocuparam cargos públicos e desviaram recursos financeiros do tesouro para seu proveito pessoal. Chega de espoliação, furtos, enganação!
     Todos os dias temos de suportar o conhecimento sobre escândalos de apropriação indevida, maracutaias que nem os autores de best sellers consagrados conseguiram imaginar para construírem suas histórias de ficção.
Qual a palavra do léxico brasileiro que pode expressar toda esta devassa?      Antropólogos e sociólogos (e não me excluo na condição última) até tentam encontrar algum argumento decente que justifique tamanho despautério, mas é impossível legitimar quaisquer dos fatos que estão consumindo a moral brasileira.
     Até quando vamos ter que suportar essas quadrilhas que assumem o poder? Ou somos nós os quadrilheiros ao elegê-los?
Olhe pra você, olhe para seus filhos, é isso que está posto que você deseja para si e os seus afetos e descendentes?
     Como dizem os rio-grandenses em seus ditos gauchescos: “está todo mundo de cola atada!” Parece não haver mais recanto ou coxilha onde o ar não esteja putrefato de ganância e safadeza. As favelas e periferias sempre acossadas por serem depósitos de marginais e bandidos, estenderam-se às altas esferas administrativas. Essa troupe de terno Giorgio Armani e gravata Louis Vitton não tem qualquer diferença dos traficantes, cocaleros e outros comparsas do tráfico de drogas e armas. Todos cometem crime e ato ilícito.
     Não é à toa que o assistido filme Tropa de Elite tem feito sucesso. Chegamos ao bizarro de torcer pela tortura e pela morte ante toda a imoralidade que se esculpiu na sociedade. Queremos ver todos os marginais violentos mortos e atrás das grades os que nos espoliam sob a forma administrativa.
     O tráfico de drogas não se restringe mais a classe social da base piramidal. Jovens de classe média e média alta crescem vertiginosamente nesse mundo de dinheiro fácil. Ao invés do emprego, o ato ilícito. Mas há emprego?
     A crise de moralidade só irá estancar se cada brasileiro tomar atitude de peso. Denunciar o mal é mais do que direito, é dever. O protecionismo à vileza vai arrastar todos para o fundo de um poço negro.
     Os destemidos, aqueles que não têm medo de expor a face e receber a bofetada dos medonhos são catalogados como perigosos, daninhos, maquiavélicos. Mas se não fosse a existência desse mísero grupo que ainda tem ideal e moralidade, a barbárie física e os bons costumes já estariam totalmente sepultados.


Sandra Silva é Socióloga e reside em Alegrete (RS) sandrasilva33@yahoo.com.br

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