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Sábado, 22 de Março de 2008, 10h:55 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MEIO AMBIENTE

Veja não dá crédito para levantamento de Maggi

   O levantamento feito pela secretaria estadual de Meio Ambiente, sob determinação do governador Blairo Maggi (PR), com o intuito de contestar os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é considerado praticamente inútil, segundo revela reportagem da Veja, que começa a circular em Mato Grosso a partir deste domingo. De acordo com estudos do Inpe, MT foi a unidade da Federação que mais desmatou no ano passado - leia mais aqui. De acordo com a revista, o sistema de monitoramento por satélite do Inpe é uma referência internacional de qualidade.

   Destaca que o Instituto utiliza dois sistemas, o Prodes e o Deter. Após analisar a qualidade dos dois sistemas, a Veja chega a uma só conclusão: "a atividade predatória aumentou na Amazônia".

   Mato Grosso que está no "olho do furacão" quando o assunto é desmatamento  também é citada em outro dos seis capítulos em que se divide a matéria. Nesse caso, o agricultor de Querência (a 800 km da Capital), Reginaldo Greczyszn, 42, reclama do governo federal que, segundo ele, incentivou a classe produtiva a desmatar e agora os "empurra" para a ilegalidade. A fazenda de Reginaldo encontra-se irregular, pois já desmatou além dos 20% permitidos pela legislação. Por isso, corre o risco de ter problemas para vender a safra que colherá neste ano e pode perder o acesso ao crédito rural. (Pollyana Araújo)

  •  Clique aqui e confira a reprodução da reportagem ou aqui (para assinante Veja)

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Comentários (11)

  • Pacheco | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O GOVERNADOR PRESTARIA MELHOR SERVIÇO AO ESTADO DE MATO GROSSO SE DEIXASSE DE TEIMOSIA. É RECONHECENDO OS ERROS QUE SE TEM A CHANCE DE CORRIGI-LOS, MAS NESTE CASO ME PARECE QUE O GOVERNADOR QUER FAZER POR MERECER A MOTO-SERRA DE OURO. CERTAMENTE BLAIRO ENTRARÁ PARA A HISTÓRIA COMO UM DOS MAIORES INIMIGOS DA NATUREZA. NOSSOS RIOS E MATAS TÃO DECANTADOS EM VERSOS E PROSAS, ESTÃO PADECENDO NAS MÃOS DESTA TURMA DE BOTINAS.

  • Zé Timbó | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ô gente, será que só eu e o pessoal da VEJA vimos que o Governador de Mato Grosso está usando o mandato para tentar esconder o genocídio que está fazendo em relação às florestas de Mato Grosso. Gente, este Sr. Governador não tem amor nenhum por nossa terra, só vêm aqui e subtrai de nós as riquezas que temos e vai embora, tal como sempre fez as grandes potências mundiais´, tal como fez quem nos colonizou, que levou nosso ouro embora e deixou aqui um monte de condenados por vários crimes na Europa. O que, infelizmente, é a única explicação de termos uma população não tão cem por cento na honestidade.

  • amazônia sustentável | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O lamentável papel do governo estadual na operação arco de fogo

    Fico indignado é com o nível do debate dos nossos parlamentares, particularmente dos deputados estaduais quando debatem a questão ambiental, prevalecendo uma visão totalmente distorcida da realidade dos fatos. Na seção da última quarta feira eles votaram uma moção de repúdio ao decreto 6321/08, do governo federal que propõe sanções aos municípios que mais desmataram. Verdade seja dita, apenas o deputado alexandre cesar foi coerente e defendeu a responsabilidade no uso dos recursos florestais, e os demais, fizeram discursos inflamados condenando a ministra marina silva e o decreto do governo federal, ou seja, defendendo claramente interesses particulares e políticos proclamando uma guerra contra o governo federal e até ameaçando parlamentares que não votar com eles estariam agindo contra os interesses do Estado (pasmem!). Trata-se de mais uma demonstração da fragilidade técnica e visão miope e de faroeste americano desses parlamentares estaduais, e que nada contribuem para a mudança de mentalidade e a forma de exploração predatória utilizada históricamente pelos madeireiros e agricultores (com raras exceções) no nosso Estado. A Floresta para determinadas pessoas - empresários imediatistas e políticos despreparados - é mato que precisa ser derrubado para dar lugar a gramineas ou a uma leguminosae, e com isso provocando impactos diretos e graves sobre a biodiversidade, além de contaminar o solo e as águas superficiais e subterrâneas com agrotóxicos. Neste jogo de interesse politico e econômico para detonar a floresta em mato grosso há a cumplicidade do próprio governo estadual, que elegeu a própria estrutura de Estado, através da secretaria de meio ambiente para defender infratores e criminosos ambientais, numa total irresponsabilidade governamental em utilizar da sua própria estrutura para fazer prevalecer a sanha desenfreada do avanço da fronteira agrícola em nosso Estado. Infelizmente, o poder judiciário e o ministério público estadual, não sei por qual razão, ainda não estão agindo sobre o caso, quando deveriam acionar o executivo estadual para dar explicações em relação a política ambiental do Estado, e particularmente, os persistentes e altos índices de desmatamento e queimadas no Estado, até porque previnir é melhor e mais barato do que recuperar o dano ou impacto ambienta. Diante desse cenário surge então a propalada operação arco de fogo, que ao contrário de certos setores que a criticam, têm agido de forma prudente, sem o estardalhaço de operações anteriores, mas, de forma eficiente e eficaz vêm levantando o saldo de volume de madeira nos pátios das indústrias madereiras do nortão, e com isso, contrapondo com as autorizações liberadas pelo órgão estadual de meio ambiente. Nestes poucos dias de operação já foi identificar várias madeireiras funcionando irregularmente, além de práticas criminosas como o aterro de madeira sob o solo na tentativa de esconder o crime cometido. Portanto, só pode se preocupar com esta operação quem têm culpa no cartório, ou não pode justificar o estoque de madeira em seu pátio, e se não há autorização legal, então a madeira estocada não possui origem, é irregular, e sua extração não deveria ter ocorrida, portanto, tratar-se-ia de um crime ambiental, e nada mais justo que os infratores sofram as sanções previstas em lei. Também é sensato imaginar que sendo o órgão ambiental estadual - a sema - diretamente envolvido com o licenciamento ambiental das atividades florestais, é natural a sua ausência temporária da operação, até para demonstrar a necessária isenção na conduta do procedimento investigatório e de fiscalização ambiental que estão sendo realizadas, o que poderá até ajudar o órgão ambiental estadual, a sema, a se tornar mais eficiente e transparente nos seus atos e licenças, dando mais credibilidade a este órgão, distanciando-se de qualquer condenação de crime de prevaricação ou de omissão. Na verdade, todos os cidadãos matogrossenses honestos e trabalhadores deveriam apoiar de forma irrestrita esta operação arco de fogo, pois o seu resultado vai proporcionar a melhoria da gestão florestal no Estado, separando empresários corretos e honestos daqueles que utilizam dos recursos florestais de forma similar aos piratas do caribe, extraindo o máximo possível sem considerar o impacto ambiental causado. A operação vai poder demonstrar de forma clara e transparente a origem da madeira extraída da floresta, a existência de áreas objeto de desmatamento irregular, do estoque de madeira sem comprovação técnica e fiscal, como também, o grau de responsabilidade dos órgãos gestores envolvidos, inclusive do órgão estadual de meio ambiente, uma vez que é a sema que atualmente é a responsável pela liberação das autorizações de desmate. É importante frisar também que o pacto federativo assinado entre o ibama e a então fema, não descartava em hipótese nenhuma a possibilidade de fiscalização suplementar pelo ibama, pois o pacto apenas repassava a responsabilidade do licenciamento de atividades florestais para o órgão estadual de meio ambiente, portanto, não há o porquê o setor madeireiro e o executivo estadual criticarem as ações do ibama, já que esta instituição está apenas cumprindo suas obrigações e atribuições legais, e conforme a própria lei de crimes ambientais descreve, a omissão também pode ser também considerada crime ambiental.

    Portanto, o governo estadual ao criticar a operação arco de fogo está perdendo uma oportunidade histórica para demonstrar comprometimento com a questão ambiental e compromisso com a gestão florestal séria e responsável, e por outro lado, lamentavelmente revela uma ânsia desenfreada em defender interesses de certos setores que sempre consideraram a floresta como um obstáculo ao modelo de desenvolvimento apregoado por eles, e que hoje estão se mobilizando através de eventos classistas como o "nortão reage", quando deveriam era reagir contra a ganância despudurada de derrubar áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente, e percentuais acima de 20% permitidos para o bioma florestal. Movimentos como esse apenas demonstra a preocupação de alguns aventureiros com as consequências dos seus atos irresponsáveis de utilizar de forma insustentável os recursos florestais, pois várias espécies abundantes há 20, 30 anos atrás, como o mogno, cerejeira, cedrinho, dentre outras, estão quase que extintas de nossas matas, sem considerar os danos incalculáveis com a perda de biodiversidade,perda de fertilidade do solo, quebra no ciclo hidrológico, e de habitats da fauna silvestre, dentre outros prejuízos ambientais irreversíveis nos serviços oferecidos pela floresta. O governo estadual, com esta atitude de participar movimentos de aventureiros e criticar a operação do ibama e da policia federal em defesa do patrimônio florestal brasileiro, gera perda de credibilidade, desconfiança e criticas da maioria da população matogrossense e brasileira, como a matéria da revista veja desta semana e jornais a nível nacional e internacional. O governo do estado de mato grosso, em vez de defender interesses de grupos econômicos, deveria cumprir o seu papel institucional de defender o uso sustentado do patrímônio natural, que pertence a todos, deveria estar defendendo interesses coletivos e que beneficiam a todos como são as nossas florestas, e como resultado disso deveria estar fazendo um papel mais altruista e responsavel, aliando-se ao governo federal e propondo a implementação imediata de instrumentos de gestão que valorizem a floresta em pé e o manejo florestal sustentado.

  • Geraldo Araujo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Jornalista Luis Nassif retrata muito bem a credibilidade que a revista Veja para as pessoas que tem a capacidade de uma leitura crítica, como vemos no texto abaixo:

    "O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico."
    Àqueles que querem conhecer a verdadeira história da revista Veja, acesse o site de Luiz Nassif http://luis.nassif.googlepages.com/.

  • Amazônida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Penso que ma revista veja não é séria.Todavia quando as matérias que a mesma divulga for contra politicos ela tende a ter menos crédito.Fato é que o Estado de Mato Grosso e Pará estão a varios anos figurando entre os que mais desmata e escraviza no país.Portanto com o sem veja a verdade é que todos os indices negativos contra a vida(animal e vegetal) estes Estados vem ostentando.Cadeia neste Blairo e na Ana Julia.

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Além de ser um engôdo,o referido pasquim tem o alcance da cusparada de uma perereca,ou seja ;menos de 1% da população. O que é mais relevante ,para nós cá da terrinha,abriga em seus quadros nada menos que Diogo Maynard ,que repete em alto e bom som;DETESTA CUIABÁ e por tabela CUIABANOS.

  • Yvan | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Li com muita atenção o inteligente e perspicaz comentário "O lamentável papel do governo estadual na operação arco de fogo", produzido pela Amazônia Sustentável.
    Escrito com conhecimento técnico e de fácil compreensão, mas com profunda sensibilidade, é merecedor de leitura e reflexão pelos integrantes dos poderes constituídos e cidadãos, direta ou indiretamente envolvidos e responsáveis pelo desenvolvimento sustentável e o meio ambiente.
    Sugiro que o comentário ou artigo seja melhor divulgado, criando a oportunidade de sua leitura por mais interessados.
    Quiçá não seja esse o momento adequado para ponderarmos sobre o liame ténue da função precípua da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, para que não se transforme na Secretaria de Estado do "Fim" do Ambiente.

  • Luiz Blanco | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não sei como a SEMA teria condições de confrontar o INPE, seu pessoal de fiscalização em sua maioria é formada por pessoas sem formação universitária, a maioria são cargo politico, O INPE é um orgão de classe mundial, não se prestaria a queimar uma reputação por um governador que era administrador e hoje é politico. A SEMA não tem condições de fiscalizar nada, vocês sabiam que a Regional de Juína e Juara contam com um técnico apenas? A noite na rodovia para Aripuanã é possivel cruzar com dezenas de carretas de tora,ONDE ESTÁ A FISCALIZAÇÃO? ESTÁ EM CUIABÁ, 90% dos analista da SEMA estão entulhados em CUIABÀ, deveriam ser lotados no interior, só que com esse salário, o governo irá criar um legião de corruptos.

  • Emerson | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu nao acredito na Revista Veja.

    Acredito sim, no levantamento mandado fazer pelo governador Blairo, alias acredito no papai Noel, acrdito na Cegonha, acrito no Curripira, acredito no Pé de Garrafa, Saci Perere, Negrio d´água, Minhocao...........................................................................................................................................................................................................................................

  • william felipe gattass | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu também li o artigo do Amazônia Sustentável e parece que foi escrito por pessoas que realmente conhecem a realidade ambiental do nosso Estado. trata-se de artigo muito inteligente e nos refletir sobre muitas coisas que estão acontecendo na gestão florestal deste Estado. Solicito ao Romilson que publique o artigo para que possibilite um debate mais amplo sobre o que está acontencendo na gestão ambiental deste Estado. A denúncia de uso da estrutura governamental para proteger contraventores ambientais é muito grave.

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