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Terça-Feira, 27 de Outubro de 2009, 13h:24 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

RONDONÓPOLIS

Vereador quer perdão a soldados ameaçados de expulsão

   O vereador por Rondonópolis, Reginaldo de Souza Santos (PPS), alerta para a possibilidade de 120 policiais militares, sendo 30 do município, serem expulsos da corporação devido ao movimento desencadeado em 2008, envolvendo as mulheres dos soldados, que reivindicava reajuste salarial e melhorias das condições de trabalho.

   À época, os protestos foram marcados pela atitude das esposas dos PMS, que murcharam pneus de viaturas e ainda molharam as fardas dos policiais. O Comando-Geral da PM no Estado instalou uma sindicância interna para apurar devidamente as circunstâncias em que ocorreram os protestos e identificar os envolvidos.

   Por reter as fardas dos militares, de propriedade do Estado, esposas, mães e companheiras também podem ser responsabilizadas pelo Ministério Público Estadual e enquadradas na prática de contravenção. Por conta disso, o vereador Reginaldo resolveu defender os militares, que não podem falar publicamente sobre o assunto por medo de represálias. “À época, os soldados tiveram que trabalhar sem fardas, pois os uniformes foram molhados pelas mulheres. Eles não tiveram culpa alguma, mas podem ser penalizados injustamente”.

   O socialista disse que já procurou o comandante-geral da PM, coronel Campos Filhos, mas a conversa não foi positiva. “O coronel já declarou que os soldados podem comemorar se forem suspensos por apenas 30 dias. A expectativa é que as punições sejam duras e isso vai prejudicar ainda mais a segurança pública em Rondonópolis”. O 5º Batalhão da PM conta com cerca de 250 militares.

   Diante da negativa de Campos Filho, Reginaldo quer sensibilizar o governador Blairo Maggi (PR) a declarar clemência aos soldados. “Como o governador é o chefe das Forças Armadas no Estado, ele pode dar clemência e reverter esta situação. Por mais que seja um inquérito administrativo, ele tem a prerrogativa de mudar este quadro”. Reginaldo pondera que o clima entre os soldados é tenso com a possibilidade de perderem o emprego. “Alguns passam por transtornos psicológicos. A pressão no quartel é muito grande”. (Andréa Haddad)

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Comentários (9)

  • silvio filho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    eu gostaria de saber se o Cel Campos Filho vai agir da mesma forma com o Cel Robson que esta sendo julgado por envolvimento com a mafia do combustivel, com os oficiais que foram denunciados pela pratica de grilagem ocorrido recentemente, e o caso do major Jabes que foi denunciado por cometer mais de assédio moral contra mais de 10 policiais sendo ponido apenas com 10 dias de prisão, e por ai vai, cade o pedido de conselho desses, quando é que vai ser requerido. Desta forma começo a acreditar que quem comete crimes é valorizado na PM, enquanto que aquele que trabalha é humilhado e desprezado.

  • Clarito Junior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É por isso que na Primeira Conferência Nacional de Segurança Pública, foi defendido a transição da Segurança Pública para atividade eminentemente civil com a DESMILITARIZAÇÃO das polícias, desvinculando a PM das forças armadas e revendo regulamentos e procedimentos disciplinares com a garantia de livre associação sindical, direito de greve e filiação político-partidária.

    Na pesquisa O que pensam os profissionais de segurança pública no Brasil, feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ficou evidente o descontentamento dos profissionais de segurança com a estrutura militarizada.

    Dos 64.130 servidores ouvidos - policiais militares, civis, federais e rodoviários, peritos, bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais – 60% consideram a vinculação da PM ao Exército inadequada.

    Quando perguntados se a hierarquia de sua instituição provoca desrespeito e injustiças profissionais, 65,6% dos consultados responderam que sim. Entre os policiais militares nos postos mais baixos, o índice é maior: 73,3%. Destes profissionais, 81% acreditam haver muito rigor em questões internas e pouco em questões que afetam a segurança pública, e 65,2% acham que há um número excessivo de níveis hierárquicos em sua instituição.

    O relatório da consulta destaca que as PMs não estão organizadas como polícias, mas como pequenos exércitos desviados de função, e que os resultados disso são precariedade no enfrentamento da criminalidade, dificuldade para exercer controle interno, implicando em elevadas taxas de corrupção, e frequente insensibilidade no relacionamento com os cidadãos.

    Enquanto não Profissionalizarmos a Segurança Pública, o Estado ficará a mercê dos Deliquentes de plantão que a cada dia aumenta seus quadros.

    Um exemplo claro dessa desprofissionalização refere-se ao ultimo concurso da Polícia Judiciária Civil realizado em Novembro de 2005, foram oferecidas 600 vagas para Investigadores e 300 vagas para escrivães, em Março de 2007 houve a primeira nomeação, das 300 vagas de Escrivães oferecidas apenas 120 foram completadas, também ofereciam um salário de 1275,00 para um cargo de Nível Superior e hoje passados 2 anos e 7 meses desta nomeação restam nos quadros da PJC apenas 80 destes que entraram, os Investigadores também não ficam longe destes números, dos 600 que foram chamados pra academia, passados os mesmos 2 anos e 7 meses, apenas 400 estão nos quadros da Instituição.

    E hoje o competente governo ainda promove mais um concurso público para ofertar 60 vagas para Investigador de Polícia e 150 para Escrivães, ou seja, não estão conseguindo repor nem as vagas ofertadas em 2005.

    Ou se repense uma nova estrutura de trabalho, ou acabamos logo com essa que aí existe e repassemos para a iniciativa privada este ABACAXI.

    Clarito Junior - É Investigador de Polícia e trabalha na Base Escola de Polícia Comunitária da UFMT.

  • markus | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    na gloriosa policia militar esta insurportavel,pois so ver irregualaridades,muito desvio de etapa alimentaçao e oficial envolvido em escadalo e nada aconteçem,pois quando praças vao revendicar melhorias,sao ameaçados e expulso da intituiçao.

  • Paulo Roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na nossa gloriosa PM, quando um praça ou
    oficial comete delito contra a pessoa ou prati-
    ca algo mais grave; o comando demora anos pa-
    ra punir o PM envolvido. Mas, quando se trata de
    reivindicações, principalmente quando se envolve
    somente praças, ai a coisa muda de figura.....

    O Comando desce a borduna nos coitados. E tal
    atitude nesse casos é rápido. E os coronéis em
    chefia tem dois pesos e duas medidas nesses
    casos. Se fosse citar os casos em que passa-
    ram a mão na cabeça(sentaram em cima do
    processos) de envolvidos em vários delitos de
    todas natureza e que ficaram impunes, este
    blog ficaria pequeno para tal.....

  • Mariano Gilperes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSA ESTORINHA QUE OS MILITARES INVENTARAM DE QUE AS MULHERES MOLHARAM A FARDA NÃO COLA EM LUGAR NENHUM.
    QUE LEVASSEM A FARDA MOLHADA ATÉ O QUARTEL, MOSTRASSE AOS SEUS COMANDANTES, E QUE ESPERASSE SECAR PARA ENTÃO TRABALHAR.
    O CALOR DE MATO GROSSO É INTENSO, SECA LOGO A FARDA.
    COMO CIDADÃO TENHO MEDO QUE DESMILITARIZEM A POLÍCIA, POIS, COM O RIGOR EXISTENTE ALGUNS AINDA APRONTAM, IMAGINE SE FOSSE UM GRUPO DE CIVÍS SINDICALIZADOS.
    SEM DÚVIDA QUE O SALÁRIO TEM QUE MELHORAR, MAS TEM QUE MOSTRAR MAIS UNIÃO ENTRE A PROPRIA TROPA PARA ALCANÇAREM O QUE REIVINDICAM.
    REIVINDICAÇÃO DESORGANIZADA E SEM RESPALDO LEGAL DÁ NISSO.

  • alberto sabre | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse vereadorzinho só quer aparecer, pois durante a campanha em que as mulheres dos soldados molharam suas fardas, este vereador nem deu as caras em solidariedade.

    Agora a mando do Pátio, sim a mando do Pátio, vem se empenhar na briga.

    O pátio tem interesse na questão posi boa parte desses bandidos de farda fizeram vista grossa durante o processo eleitoral do ano passado favorecendo o Zé pintor de meio fio.

  • ricardo antunes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    BLAIRO ESTA FAZENDO UMA BRILHANTE ADMINISTRAÇÃO, PENA QUE ESTA PERSEGUINDO OS POLICIAIS, TRANSFERINDO, E ATÉ MESMO QUERENDO EXONERAR, QUEIRO PARABENIZAR O VEREADOR REGINALDO, POR SUA POSTURA PERANTE AO GOVERNADOR, A VEREADOR VOCE PRECISA SER MAIS DURO COM O ZÉ DO PAPO, FISCALIZE

  • Susana metello | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    este vereador de rondonópolis é evangêlico, é um dos três que inôcentou no relatório o vereador João Gomes. E ele é pau mandado do deputado Percival Muniz. Porque o deputado estadual não fez nada para ajudar os políciais porque ele é poderia ajudar estes polícias mas manda o escudeiro REGINALDO DO PPS. Fica de olha neste lobo vestido de carneiro.

  • tião | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    é pessoal aqui em cuiaba foi uns dez soldado que foi expulso ilegalmente, mais entrou com ação na justiça, é já retornaram aos trabalhos sempre tem a lei que olha pelos colegas injustissados,pode ter certeza quem for expulso inlegalmente,é só entrar na justiça que vai retornar? rdnews muito obrigado pelo apoio.

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