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Quinta-Feira, 04 de Outubro de 2007, 13h:08 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

LEGISLATIVO

Yênes pede desculpas pelo termo coronelismo

    O secretário de Estado de Planejamento, Yênes Magalhães, pediu desculpas aos deputados, durante sessão na Assembléia nesta quinta, sobre o fato  do Plano de Desenvolvimento MT + 20, elaborado sob sua batuta, classificar as regiões de Juara e Sinop como de pouca representatividade política, de terra onde impera o coronelismo e onde há corrupção. "Pedi desculpas, em nome do governo, mas observei que as sugestões foram feitas por segmentos da sociedade durante as audiências públicas", explicou Yênes, após o encontro com os parlamentares. Os que mais reagiram contra o secretário foram os deputados José Riva, de Juara (região do Vale do Arinos) e Dilceu Dal Bosco, que reside em Sinop.

    Yênes explica que em 2000 e 2002, durante o governo Dante de Oliveira, foram realizados seminários na região Norte. À época, a população reclamava da ausência do Estado, em meio ao sentimento em defesa da divisão territorial de Mato Grosso. Nesse clima que os moradores apontaram problemas de falta de representatividade política. O secretário afirma que não leu antes o relatório do MT + 20 e entende que se uma palavra fosse inserida no contexto não teria havido tanta polêmica: mais. "Faltou a expressão ´mais representatividade política´".

   Para Yênes Magalhães, Riva não pode ser considerado um coronel político porque o candidato do deputado perdeu a eleição para prefeito de Juara, município que é a principal base eleitoral do primeiro-secretário da Assembléia. Explicou que os dois mil exemplares do documento foram distribuídos e considera importante a concretização do estudo. Destaca que o plano não é do atual governo, mas sim para Mato Grosso, elaborado a partir de discussões em audiências públicas e diagnósticos apresentados por todos os segmentos representativos da sociedade. A idéia do MT + 20 é que o Estado tenha, ao longo dos anos, reduzido ao mínimo as desigualdades econômicas e sociais existentes hoje e que siga o modelo de desenvolvimento sustentável durante o processo de implementação de equipamentos e obras estruturantes e de abertura para novos empreendimentos.

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Comentários (2)

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Oras, pelo visto quem chamou os deputados da região de "coronéis" foram os próprios moradores, que participaram da oficina de trabalho. Por que a SEPLAN escamotearia esse sentimento da população? Há que ser muito fraco para abaixar a cabeça e oferecer o lombo como desculpas. Porém, nisso tudo ainda não vi quanto custou esse "MT + 20". Se o trabalho foi realizado pelos próprios técnicos da SEPLAN mudo tudo o que penso acerca do secretário, pois tem que ser muito macho e competente para gerenciar uma equipe de servidores públicos num trabalho desses. Agora, pagar consultorias, como o outro governo fazia, é muito simples, qualquer barnabé baba-ovo pode pagar, gerenciar é para poucos.

  • carlosferreira@hotmail.com | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É inadmissível que concordemos com a opinião de alguns políticos, os quais não se mostraram, em uma reunião sequer, um mínimo de interesse participativo e que, de forma ofensiva e desrespeitosa, dizem que “elaboração foi feita por pessoas irresponsáveis, retrógradas e atrasadas” e que o “estudo cheira sacanagem política”, e ainda que o plano foi elaborado “sob a batuta da pasta de planejamento” e “foi mal elaborado e pode ser jogado no lixo”. Os senhores políticos que se mostraram “descontentes” com o resultado apresentado deveriam primeiro, se fossem realmente melhores do que nós que elaboramos este Plano, deveriam procurar primeiro conhecer na integra como o mesmo foi elaborado. Nós, que fizemos parte deste trabalho, somos pessoas honestas, cidadãs de respeito, preocupadas com o desenvolvimento de seus municípios e do Estado, como um todo. Não merecemos ser chacoteadas e menosprezadas por políticos que nem nos conhecem e conhecem nossos ideais. Se as criticas que naturalmente surgiram dentro do diagnóstico final deste trabalho não “agradaram” certos políticos, talvez fosse hora de estes reverem seus posicionamentos e fazerem um momento de reflexão e repensarem suas condutas.
    Como co-responsáveis e co-elaboradores do MT+20, não fomos, em nenhum momento, chamados e oportunizados para nos defender e defender nossas propostas a estes que denigrem nossa imagem, nos adjetivando desta forma. Pensamos fazer parte de uma democracia. Portanto, se realmente o “coronelismo” não existisse, nós poderíamos estar nos expressando sem ser agredidos moralmente e desmedidamente.
    Pela forma que foi explicitado o descontentamento, desconfiamos se a preocupação destes é somente relacionada com o desenvolvimento da região ou tem algo nas entrelinha. Bom. Esqueci-me que somos insignificantes de mais pra pensar. Mas, me arrisco neste palpite.
    Yênes, não se desculpe por algo que você não é culpado ou por aquilo que não se tem por que desculpar. Se estes políticos tivessem 1% de sua integridade, com certeza, nosso Estado seria muito diferente.

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