Cuiabá, 17/09/2026

Hospital Central chega a 2 mil cirurgias; mais de 70 foram robóticas

Unidade atende exclusivamente pelo SUS e alcançou a marca no início de setembro, durante mutirão que incluiu procedimentos pediátricos

O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso atingiu, no início de setembro, a marca de 2 mil cirurgias, sendo mais de 70 realizadas com auxílio de robô. O resultado foi alcançado após pouco mais de sete meses de operação da unidade e inclui um mutirão de cirurgias robóticas pediátricas.

Divulgação/Assessoria HospitalCentral

 

Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o hospital foi responsável por introduzir a cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso. A tecnologia é utilizada desde a abertura do centro cirúrgico, em 11 de fevereiro, quando o primeiro paciente operado com auxílio do robô passou por tratamento de câncer de próstata.

A unidade oferece 12 especialidades cirúrgicas: urologia, cirurgia pediátrica, ortopedia pediátrica e oncológica, cirurgia cardíaca adulta e pediátrica, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia vascular, cirurgia torácica, mastologia oncológica, cirurgia plástica e neurocirurgia. Os procedimentos robóticos são realizados nas áreas de urologia, pediatria, aparelho digestivo e ginecologia.

Segundo o coordenador da linha cirúrgica do hospital, Iuri Tamasauskas, a equipe reúne 172 médicos. Após a implantação dos serviços, a unidade busca ampliar as atividades de ensino, pesquisa e inovação.

“Em 7 meses, estamos fazendo cirurgia cardíaca, de cardiopatia congênita, neurocirurgia com alta tecnologia empregada, cirurgia vascular, cirurgia robótica. Montamos uma linha cirúrgica com diversas especialidades, com um time de 172 médicos. Agora, a gente entra numa fase de buscar desenvolvimento, de criar e estimular o ensino, a pesquisa e a inovação. É um outro momento da implantação”, pontuou.

No mutirão do início do mês, foram realizadas 12 cirurgias pediátricas, acompanhadas pela cirurgiã pediátrica Maria Lúcia Apezzato, integrante do Programa de Robótica do Einstein. Três dos procedimentos foram destinados à correção de refluxo e à colocação de um dispositivo ligado diretamente ao estômago para auxiliar na alimentação e na recuperação de peso.

Uma das pacientes foi P.S., de 10 anos, moradora de Várzea Grande. A menina tem uma doença cerebral e enfrentava dificuldades para se alimentar por causa do refluxo. Em junho, quando teve pneumonia, ela já havia passado por outras duas cirurgias no Hospital Central.

A mãe, Jessika, contou que a equipe médica sugeriu a cirurgia no estômago durante a internação anterior. Desde então, a criança passou por acompanhamento até a realização do procedimento robótico.

“Gostei muito, porque, o corte ia ser bem grande. Com a robótica, foram só alguns furinhos, e ela reagiu muito bem à cirurgia”, relatou a mãe. A menina permanece internada na Unidade de Cuidados Intensivos da Pediatria.

A diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, afirmou que a unidade atingiu a operação plena em julho e trabalha para ampliar o acesso aos procedimentos de alta complexidade.

“Nossa meta é tornar o Hospital Central cada vez mais uma referência na assistência segura e de qualidade, focado no cuidado de excelência com a saúde dos pacientes”, declarou.

O Hospital Central entrou em funcionamento em janeiro deste ano e atende exclusivamente pelo SUS. O acesso aos serviços ocorre por encaminhamento da Central Estadual de Regulação. (Com assessoria)