Cuiabá, 31/10/2026

Arena corre o risco de não gerar retorno financeiro, aponta Veja

Arena Pantanal corre risco de não dar retorno financeiro, diz Veja

     Embora seja uma das quatro cidades-sede de jogos da Copa do Mundo de 2014 que estão com as obras exigidas pela Fifa dentro do prazo estabelecido, Cuiabá pode acumular mais um “elefante branco” após as partidas do evento. “A Arena Pantanal, a ser construída no lugar do antigo Estádio Verdão, custará R$ 355 milhões e corre grande risco de não trazer retorno financeiro ao estado”, diz trecho da reportagem especial da revista Veja, em circulação nesta semana, sobre o andamento das obras de infraestrutura nas 12 cidades-sede.

     A revista aponta para a falta de tradição da cidade no futebol. “Os clubes de maior sucesso recente em Mato Grosso são Luverdense e União de Rondonópolis, baseados no interior. Da capital, apenas o Mixto disputou o Brasileiro da série D em 2010, com média de público de 1.491 pagantes”, sustenta outro trecho da reportagem.

     Segundo a revista, Cuiabá é uma das capitais que mais terá benefícios com os investimentos da Copa devido à “infraestrutura modesta – que se escancara aos turistas já no acanhado Aeroporto Marechal Rondon (...)”.

     A reportagem alerta, porém, para a possibilidade das obras não saírem do papel e cita de exemplo as discussões sobre a principal obra de mobilidade urbana. “Inicialmente, o estado de Mato Grosso havia planejado dois grandes corredores de ônibus do tipo BRT, a um custo total de R$ 563 milhões. No entanto, o governo estadual acaba de decidir pela troca do modal de transporte: os corredores terão um sistema de VLT (veículo leve sobre trilhos) que poderá custar aos cofres públicos R$ 1,1 bilhão”, aponta.