Cuiabá, 30/10/2026

Brasil não é o país do futuro, diz Carta Capital

   A revista Carta Capital desta semana que chega às bancas mato-grossenses neste domingo (4) em seu destaque de capa desfaz a ideia de que o Brasil não é mais o país do futuro e sim feito de velhos e pobres. A matéria pede que os leitores esqueçam a imagem do Brasil como o celeiro do mundo. Conforme a revista, nos próximos anos o país caminha para se consolidar como grande fornecedor mundial não só de grãos, mas também de carne, açúcar, minério de ferro, petróleo e uma série de outros bens de largo consumo e cujos preços são cotados internacionalmente – as chamadas commodities.

   Outro assunto abordado é a campanha eleitoral de 2010 com a saída de dois principais candidatos à presidência, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), de seus cargos, respectivamente, ex-governador de São Paulo e ex-ministra da Casa Civil. Nos discursos de despedida, conforme Carta Capital, não houve nenhuma surpresa. Enquanto os tucanos salientaram a “competência” de Serra, que afirmou não ser governante “que cultiva escândalos e roubalheira”, os petistas partiram para a comparação com o governo do antecessor, Fernando Henrique Cardoso, de quem, como insinuou Dilma, “alguns não têm orgulho” de ter participado. Quanto à situação de outro presidenciável, Ciro Gomes, a reportagem mostra que está indefinida. Ciro insiste em disputar a presidência da República, mas seu partido, o PSB, dá sinais de que não terá candidato próprio, fechando aliança com Dilma.

   A revista traz ainda como destaque a morte do jornalista Armando Nogueira, nesta segunda (29), vítima de câncer. A reportagem diz que ele herdou, de algum modo, a crônica esportiva poética de Nelson Rodrigues, mas dele fora um herdeiro torto, incapaz de despejar ironias quando em jogo estava a objetividade futebolística. Para Carta Capital, a poesia de Nogueira buscava a exatidão, a definição das coisas do futebol, enquanto Nelson usava o esporte para elucidar ora a graça, ora a tragédia do Brasil.