Crise trava pauta e votação de Código é incógnita, diz deputado
Não há previsão de quando o novo Código Florestal será votado na Câmara Federal e sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT). A apreciação em plenário está travada por conta de nove Medidas Provisórias (MPs) do Executivo, da Lei Geral da Copa e da queda-de-braço entre partidos da base aliada e Governo. "Nessa semana não deve ser votada matéria alguma", garantiu o deputado Welington Fagundes.
A expectativa em torno da votação do Código vem se arrastando desde dezembro do ano passado. Primeiro, a votação foi adiada por conta do recesso parlamentar do fim do ano, depois por não haver consenso em relação às mudanças feitas no texto do projeto pelo Senado e agora a pressão de partidos contra Dilma.
Alguns partidos da base chegam a vincular a aprecisação da nova legislação à questão da proibição da venda de bebidas alcóolicas nos estádios de futebol. Outros, à concessão de espaço no staff governamental.
A crise vem desde que a presidente trocou os líderes do Governo na Câmara e no Senado e os senadores do PR decidiram romper com a presidente Dilma Rousseff (PT) cansados de esperar por indicação no ministério dos Transportes, é que a bancada republicana na Câmara embarcou nessa queda-de-braço com o Governo. Esse disputa se agravou pelo movimento de boicote liderado pelo PMDB. "O maior problema da Dilma agora não é nem com a oposição mas, sim, é com a base aliada. Quando a Dilma trocou o deputado Cândido Vaccarezza pelo Arlindo Chináglia, a ala do Vaccarezza ficou instisfeita", pontuou o deputado Wellington Fagundes (PR).
Apesar de haver um esforço da bancada ruralista, chefiada pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR), o próprio governo não tem interesse em que o projeto seja apreciado antes do Rio+20, conferência das Nações Unidas para discutir o desenvolvimento sustentável que acontece em junho no Rio de Janeiro.