Cuiabá está agindo certo no preço dos ingressos - análise
Está corretíssimo o vice-presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, quando afirma que o clube não pratica preço exorbitante nos jogos na Arena Pantanal contra times tradicionais e com as maiores torcidas no país, como Flamengo, Corinthians e Palmeiras.
Está dentro da média. Pior seria para o torcedor daqui, que geralmente vê o Cuiabá como o segundo time do coração, se vendesse o mando de campo, levando alguns desses jogos para outros Estados.
A duras penas, longe dos grandes centros, sem tantas influências e logísticas e competindo com times com orçamento que supera a R$ 1 bilhão por ano, o Cuiabá, que aderiu à SAF, se tornando sociedade anônima de futebol, precisa pagar suas despesas, que chegam a R$ 10 milhões mensais (R$ 120 milhões/ano), fundamental para se manter na elite.
Quando o Cuiabá recebe, por exemplo, um Flamengo, o que vai ocorrer no próximo dia 6, exige-se uma grande logística, não só para a Arena, com cerca de quatro mil funcionários escalados para trabalhar, como fora dela, movimentando os shopping centers, a rede hoteleira, com torcedores vindo de outros municípios mato-grossenses e de outros Estados.
E, entre os 20 times da Série A, o Cuiabá registra a 14ª maior média de público, em torno de 16 mil presentes nos jogos na Arena. O torcedor não pode querer o tempo todo ingresso a R$ 20 reais para assistir presencialmente, na capital mato-grossense, seu time preferido. Se acha o preço "exorbitante" ou longe do alcance do bolso, tem outras opções, uma delas de acompanhar o jogo pela TV, menos de "detonar" o clube, correndo risco de levá-lo a tirar de MT as principais partidas do Brasileirão.