Das 12 cidades-sede, Cuiabá ficará com o maior legado
Das 12 cidades-sede da Copa, Cuiabá é a que vai ficar com o maior legado
Das 12 cidades-sede da Copa-2014, Cuiabá é a que mais está recebendo obras de mobilidade urbana cujos investimentos vão superar a R$ 6 bilhões. Polêmicas a parte, o fato é que os projetos em execução, como Arena Pantanal, VLT, 12 travessias urbanas com viadutos e trincheiras, duplicação de avenidas e construção de pontes e de centros de treinamento e do aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, vão projetar a capital mato-grossense como uma metrópole moderna.
Esses projetos de mobilidade urbana levam Cuiabá, castigada por ser mal planejada, a entrar num novo plano viário. Mas o cuiabano, de uma forma geral, não está valorizando esse legado, privilégio de ver a capital se tornar vetor do desenvolvimento de cidade grande. Talvez esteja agindo como São Thomé. Desconfiado, prefere ver tudo pronto primeiro. O que seria viabilizado dentro dos próximos 40 anos, está se antecipando para agora na esteira do efeito-Copa.
As outras capitais que vão sediar o Mundial de futebol não se transformaram em canteiro de obras como se vê em Cuiabá ou porque já estão contempladas na mobilidade urbana ou por entender que não haveria necessidade de, por precaução, lançar tantas obras macro para serem viabilizadas em pouco tempo. Com exceção de Cuiabá, nenhuma terá VLT.
Em Natal (RN), as atenções de voltam para o estádio das Dunas, centros de treinamento e para o aeroporto internacional São Gonçalo do Amarante, que foi privatizado. Em Porto Alegre (RS), as obras são do Beira-Rio e de um viaduto para permitir melhor acesso ao estádio, no bairro Praia de Belas. Já na capital paranaense, embora seja modelo em transporte público de qualidade, não se desenvolveu mais projetos de mobilidade motivados pela Copa-2014. O foco está na Arena da Baixada, que é privada e pertence ao Atlético-PR, e na avenida das Torres para se chegar ao estádio que sediará os jogos da Copa.
Em São Paulo, o maior legado é o Itaquerão, estádio do Corinthians. As transformações no Rio estão voltadas também para as Olimpíadas de 2016. Manaus (AM) se tornou o “patinho feio” das cidades-sede porque deixou naufragar os projetos do monotrilho e do BRT. Se concentra no trabalho das obras do aeroporto Eduardo Gomes e do estádio, a Arena da Amazônia.
Em Fortaleza (CE), o maior projeto em execução para a Copa é do estádio Castelão. Em Belo Horizonte são o Mineirão e o aeroporto de Confins. O maior legado que fica em Recife (PE) é da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata. Quase nada de planejou de mobilidade urbana, tanto que o acesso ao estádio fica a 5 km do metrô. Em Salvador (BA), a dificuldade de mobilidade urbana continua. O governo concentrou investimentos na Arena Fonte Nova. Em Brasília o foco ficou no estádio Nacional Mané Garrincha, inaugurado em maio deste ano.