De palpiteiro sobre o Brasil em campo a soberano na hora do voto
De palpiteiro sobre o Brasil eliminado a soberano na hora do voto
Assim como o torcedor, o eleitor está mais crítico e vai às urnas sabendo, por exemplo, se o seu candidato é ou não ficha-limpa, independente de ser aprovado pela Justiça Eleitoral, já que existem brechas jurídicas. Tem condições de identificar o perfil, trabalho prestado, trajetória e propostas. No caso do futebol, á regra não permite entrar em campo para tentar resolver a partida, como muitos se propõem naqueles momentos tensos em que o seu time está perdendo. Agora, nas urnas, é fácil controlar o jogo, dar o troco se necessário e escolher a candidatura, sem influência do poderio econômico e político e pressão. Só depende de uma coisa: consciência cidadã. O voto consciente pode desenhar um quadro político melhor depurado, com menos agentes públicos envolvidos em corrupção e mais compromisso e comprometimento do mandato a serviço da população.
A era Dunga no futebol deve ser enterrada. Que seja página virada. O Brasil tem um compromisso maior ainda para a Copa de 2014, afinal, será arena da disputa do Mundial, com suas 12 sedes, entre elas Cuiabá. Nada pode dar mais errado. Estádios estão sendo demolidos, como o Verdão, para se projetar outros modernos e dentro dos padrões exigidos pela FIFA. São obras macro na esteira da infraestrutura, com impactos diretos no transporte, saúde, rede hoteleira e turismo, e que precisam ser executadas nos próximos quatro anos para um desafio duplo: sediar a Copa e, ao tempo tempo, tentar conquistar o hexa. Chega de fazer feio.
No ano da Copa no Brasil vamos ter Dilma ou Serra na Presidência e, por aqui no Palácio Paiaguás, Silval, Wilson ou Mendes. Faça as suas apostas.