Cuiabá, 01/11/2026

Emanuel rebate vereador evangélico e diz que o carnaval é tradicional da cuiabania

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), que liderou a mobilização para garantir a realização do carnaval em Cuiabá apesar da falta de recursos, rebateu as declarações do vereador Abílio Júnior (PSC) contra a realização da festa popular com dinheiro público. “Ser contra o carnaval, o futebol, a cabeça de pacu, o licor de pequi, a  galinha com arroz e a mujica de pintado é ser contra a cuiabania”, declarou o peemedebista.  

 

Michel Alvim

 Prefeito Emanuel Pinheiro afirma que carnaval é tradição popular e defende aplicação de recursos

O carnaval de Cuiabá será realizado na praça da Mandioca, orla do Porto e no distrito da Guia ao custo de R$ 800 mil. Os recursos foram viabilizados através de emendas parlamentares de R$ 200 mil destinadas pelos deputados estaduais Guilherme Maluf (PSDB), Janaina Riva (PMDB), Max Russi (PSB) e Romoaldo Júnior (PMDB). 

  “Eu já havia dito que a Prefeitura não teria dinheiro para o carnaval. Se tivesse, gostaríamos muito de poder investir e humanizar mais ainda essa grande festa popular. Respeitamos a posição do vereador Abílio Júnior,  mas a prefeitura não poderia de liderar esse movimento”, completou Emanuel Pinheiro.  

Malefícios 

  Abílio Júnior, que é neto do pastor Sebastão Rodrigues, principal líder da Igreja Assembleia de Deus em Cuiabá,   usou a tribuna da Câmara para declarar  que o carnaval não deveria ser financiado com dinheiro público.  “No carnaval a prefeitura gasta em torno de 200 mil reais só com premiações e custeia uma festa que traz malefícios à sociedade. O carnaval estimula o consumo de álcool e outras drogas, tendo como consequência o aumento de crimes, delitos e acidentes, principalmente, no trânsito, além da sujeira de ruas e praças, pois tem como característica o exagero”, justificou.

Rogério Florentino

 Vereador Abílio Júnior, que é ligado à Assembleia de Deus, aponta malefícios do carnaval em Cuiabá

Abílio Júnior  disse também que o carnaval  não deveria nem ser considerado tão popular.   Defendeu ainda  que a iniciativa privada banque os festejos, sustentando que o dinheiro público seria   mais bem aproveitados se destinados  à ala vermelha do Pronto Socorro Municipal  que está bastante degradada 

O vereador pontuou que seus motivos não são religiosos. Também afirmou    que não se observa nas festas religiosas  os mesmos problemas relacionados à violência. “Se fizermos uma pesquisa simples, pela internet, vamos constatar quantos acidentes acontecem durante o carnaval. Já nas manifestações religiosas não, a igreja que frequento, por exemplo, não recebe nenhum dinheiro público para seus eventos”, concluiu.