Excluído pelo PPS, Percival já procura PT e PCdoB e reafirma desejo de disputar governo na oposição
O ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS) se colocou à disposição dos dirigentes do PDT, PT e PCdoB para se filiar a uma dessas siglas para concorrer ao governo estadual. A informação é do presidente estadual do PT, deputado estadual Valdir Barranco, que esteve reunido na última quinta (1º) com o ex-gestor.
Apesar de ser filiado ao PPS, Percival foi retirado pela Executiva Nacional da presidência da sigla em Mato Grosso. Em seu lugar, assumiu o grupo do governador Pedro Taques (PSDB), encabeçado pelo secretário estadual de Educação (Seduc), Marco Marrafon, que deve disputar uma vaga à Câmara Federal.
Gilberto Leite
Deputado estadual Valdir Barranco, em entrevista ao RDTV, avalia o cenário político e projeta atuação nas eleições
Para Barranco, tanto Percival quanto o colega Zeca Viana (PDT), que também articula pré-candidatura ao governo, não têm vergonha de falar que estão tentando consertar um erro deles mesmo. “Eles foram principais responsáveis para que Pedro Taques chegasse ao governo e hoje estão arrependidos e envergonhados. Querem a oportunidade de junto com demais partidos apresenta novo projeto e se redimir desse erro cometido no passado”, sustenta em visita à sede do #rdnews e em entrevista do RDTV.
Ainda na última quinta, Zeca recebeu em seu gabinete os dirigentes do PDT, PT e PCdoB que sinalizaram a disposição de firmar aliança dos partidos do chamado campo democrático e popular para fazer oposição ao governador Pedro Taques (PSDB) nas eleições de outubro. O próximo passo será tentar incorporar o PSB e o PSOL na composição que está sendo articulada.
Nas eleições de 2014, Percival apoiou o então candidato Taques ao governo, numa última ação da coligação MT Muito Mais (PDT, PSB, PPS e PV). Já Zeca Viana é presidente do PDT, partido em que o governador disputou a eleição e para o PSDB após divergência com o dirigente.
Para não deixar o PT de fora, Barranco diz que a legenda trabalha com o nome do ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral, que seria uma espécie de “curinga” para ser trabalhado ao governo, Senado ou deputado federal. No entanto, o correligionário já afirmou que descarta a majoritária e disputará vaga na Assembleia.
“Temos nomes, mas também queremos construir consenso, o que foi melhor. Queremos construir uma proposta nova para Mato Grosso”, defende o petista sem se esquecer do deputado federal Ságuas Moraes que afirmou deixar a vida pública no fim do ano, mas sobre pressão de militantes para continuar.
Proporcional
O dirigente petista afirma que a intenção da sigla é manter as duas cadeiras na Assembleia. Além de Barranto, o PT ocupa uma vaga com Alan Kardec que anunciou a saída neste sábado (3). Na Câmara Federal, o deputado afirma que a disputa está mais acirrada, uma vez que a vaga de Ságuas fico aberta. Cita nome de Lúdio e Rosa Neide como fortes possíveis candidatos a deputado federal.
Com apenas as prefeituras de Juína (Altir Peruzzo), Castanheira (Mabel de Fátima Milaneze Almici) e Colniza (Celso Garcia, o Celso da Cacique), e com 41 vereadores, Barranco afirma que o partido poderia estar maior, caso tivesse representatividade nas eleições de 2015.
Barranco lembra que assumiu às vésperas das eleições e por isso não teve tempo de percorrer municípios com intuito de dar musculatura as candidaturas municipais. Kardec assumiu como deputado estadual apenas em 2017. “Isso fragilizou muito. Por isso queremos manter ou ampliar as vagas para que nas eleições de 2020 possamos crescer”, concluiu.