Fávaro classifica apoio de Endrigo para disputar governo como gentileza e adia debate para 2018
Fernando Rodrigues
Vice-governador Carlos Fávaro discursa durante lançamento do projeto Verde Novo
O vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que deixa o comando da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) na próxima sexta (15), classifica como “gentileza” as declarações do presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin, sobre seu futuro político. O dirigente ruralista defendeu que Fávaro seja candidato ao governo em 2018.
Para Endrigo, Fávaro tem todo perfil administrativo e capacidade de tocar o Estado com muita sabedoria. Ele ponderou ainda que não se arrepende de ter apoiado o governador Pedro Taques (PSDB) e que o projeto da reeleição do tucano precisa ser rediscutido pelo setor produtivo.
Apesar do apoio de Endrigo, Fávaro prefere adiar o debate eleitoral para 2018. Lembra ainda que o PSD faz parte do grupo político que sustenta Taques, que tem musculatura política para reivindicar espaço na majoritária. O social-democrata considera ainda que a reeleição do tucano é o melhor caminho.
“O momento é de dar continuidade ao trabalho já em andamento. Indicação política fica para o próximo mandato”
“O PSD é um grande partido, com seis deputados estaduais, o vice-governador e um deputado federal suplente. Por isso, é fundamental para o grupo vencer as eleições. Consideramos que a reeleição do governador Pedro Taques é o melhor caminho”, disse Fávaro no lançamento do projeto “Verde Novo – 300 mil árvores, Cuiabá 300 anos”, lançado na manhã desta quarta (13) no deck do Lagoa Food Park, no Parque das Águas.
Além da possível candidatura a governador, o nome de Fávaro também é lembrado ao Senado e para deputado federal. A decisão será tomada a partir de março com base em pesquisas de opinião e consultado a militância do PSD.
Sema
Sobre a saída da Sema, após 20 meses à frente da pasta, Fávaro considera que conseguiu êxito. Cita como principais realizações a diminuição para 157 dias do tempo para emissão de licenciamentos ambientais, a redução dos índices de desmatamento chegando a 25% em 2017, a intensificação das operações de combate aos crimes ambientais e a obtenção de recursos internacionais na ordem de R$ 157 milhões para investir em proteção ambiental.
Embora evite anunciar o sucessor na Sema, ele defende que a pasta seja comandada por um técnico do quadro de carreira. Nos bastidores, circula a informação de que o secretário-executivo André Baby será efetivado como gestor.
“É legítimo deputados e partidos pleitearem, mas políticos com pretensões eleitorais têm que desincompatibilizar do cargo em abril. O momento é de dar continuidade ao trabalho já em andamento. Indicação política fica para o próximo mandato”, concluiu.