Fávaro usa metáfora futebolística e compara grupo político de Taques a jogadores da seleção de 1970
Arquivo Pessoal
Torcedor do Santos, Fávaro resolve usar o futebol para explicar cenário político de MT
O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) está usando “metáforas futebolísticas” para explicar as articulações da base governista para as eleições de 2018. Inclusive, compara o grupo político que sustenta o governador Pedro Taques (PSDB) com a seleção brasileira que ganhou a Copa do Mundo de 1970.
Além do PSDB e do PSD, Taques tem apoio do DEM e do PSB que vive crise política e pode perder parlamentares e prefeitos. PPS e outras siglas nanicas também apóiam o governador.
Ocorre que o PSDB reivindica duas vagas na majoritária. Além da candidatura de Taques à reeleição, os tucanos ainda almejam lançar o deputado federal Nilson Leitão ao Senado.
Caso a articulação dos tucanos prospere, o espaço do PSD e dos demais aliados na chapa majoritária, ficará reduzido. Também cotado para o Senado, Fávaro avalia que será possível acomodar todas as forças políticas com o diálogo que será travado em 2018.
“Time forte é assim. Imagine a seleção de 1970. O ataque tinha Pelé, Jairzinho e Tostão. O Rivelino também era craque e jogou em outra posição. Nosso grupo é assim, um time muito forte que vai vencer as eleições e continuar fazendo a transformação que Mato Grosso precisa”, diz Fávaro.
“Também cotado para o Senado, Fávaro avalia ser possível acomodar todas as forças políticas com o diálogo que será travado em 2018”
Sobre a posição do PSD na chapa majoritária, Fávaro lembra que a sigla tem o vice-governador, seis deputados estaduais, 26 prefeitos, 19 vice-prefeitos e 200 vereadores. Por isso, considera legítimo que reivindique espaço privilegiado na composição para 2018 que será feita pelo grupo político de Taques.
“A seleção do Tite está a nove jogos sem perder nas Eliminatórias da Copa justamente por ter bons jogadores. O técnico tem alternativas para montar um timaço. Pode escolher quem vai entrar em campo e a qualidade do futebol permanece a mesma”, completou.
Questionado se o espaço reduzido na majoritária descontentaria os aliados, Fávaro minimizou a polêmica. Argumentou que “grandes jogadores” também ficam no banco de reservas e citou como exemplo o ex-senador Jayme Campos (DEM).
“Se o time é forte não precisa estar todo mundo jogando. O senador Jayme Campos está sem cargo eletivo, mas opina e dá direcionamento político para o grupo. Quando se tem seriedade e projeto para desenvolver o Estado, não é tão relevante ter cargo eletivo”, concluiu.
Metáforas de Lula
O ex-presidente Lula (PT) costumava usar metáforas futebolísticas em seus discursos quando governava o Brasil. Uma das que teve grande repercussão foi proferida durante reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em 2008, quando o mundo enfrentava grave crise econômica. O petista disse: “No futebol é assim: um time medroso tanto leva escanteio, tanto leva bola cruzada, que uma hora a bola entra. Nós tomamos a decisão de não permitir que a crise chegue ao Brasil, porque tem um problema na crise que é o pânico. Leia outros exemplos aqui.