Cuiabá, 16/10/2026

Governador já nomeia Maluf e Tribunal de Contas prepara solenidade para receber novo conselheiro

O Tribunal de Contas do Estado vai agendar para a próxima semana, logo após o Carnaval, a solenidade de posse de Guilherme Maluf. Não há mais obstáculos político e jurídico de momento capazes de impedir que o deputado sente na cadeira vitalícia. Nesta quinta, no mesmo dia em que o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto da Rocha, acatou o pedido da Assembleia e autorizou a posse, o governador Mauro Mendes também assinou o Ato 1.190, nomeando Maluf à vaga de conselheiro.

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Ato em que nomeia Guilherme Maluf à vaga vitalícia de conselheiro do TCE assinado pelo governador Mauro Mendes

Aos 56 anos, médico e empresário, Maluf renuncia agora ao mandato de deputado, posto que vinha ocupando desde 2007. Das quatro vitórias de estadual, a que lhe rendeu a maior votação foi justamente para o mandato que não vai exercê-lo. Em outubro passado, se reelegeu com 29.959 votos, sendo o primeiro do PSDB. Antes, não passava dos 26 mil votos. Maluf, que presidiu a Assembleia e respondeu também pela ordenação de despesas, como primeiro-secretário da Mesa Diretora, foi também vereador e secretário de Saúde da Capital. E carrega uma derrota nas urnas. Se deu em 2012, quando tentou a prefeitura. Passou por duas legendas, o velho PFL (hoje DEM) e PSDB. Sua vaga na Assembleia fica com Carlos Avalone.

Por força de lei, Guilherme Maluf, uma vez no Pleno do TCE, fica impedido de atuar político e partidariamente. Vai se desligar do PSDB. Com prerrogativa de desembargador do Tribunal de Justi;a, seu trabalho, a partir de agora, precisará ser eminentemente técnico.

Maluf vai sentar agora ao lado de colegas que se movimentaram para impedir sua ida ao TCE. Um de seus algozes é Isaias Lopes, que criou uma minuta com critérios duros com vistas a dificultar a escolha do conselheiro pela Assembleia Legislativa. Por sorte, o presidente do órgão Domingos Neto tornou nula a minuta.

O futuro conselheiro chega ao Tribunal sangrando. E sabe que ainda enfrentará brigas jurídicas por ter se tornado réu. Responde por corrupção passiva, organização criminosa e embaraço à investigação na Operação Rêmora, que apurou fraudes na Secretaria de Estado de Educação. Enquanto não for julgado, Maluf carregará esse fardo nas costas. Mas, por outro lado, tem muitas razões para sorrir, afinal, comporá um Pleno cujas sete cadeiras são muito cobiçadas.

Marcos Lopes

Após mandatos de vereador pela Capital e de deputado, Gulherme Maluf deixa a vida pública para atuar no TCE-MT