Cuiabá, 23/10/2026

Governo sinaliza ressuscitar o BRT

Mayke Toscano

 

Depois da primeira reunião com a equipe jurídica da Procuradoria-Geral do Estado, com vistas a debater o VLT, cujas obras estão interrompidas desde 2014, o governador Mauro Mendes já sinaliza, em privado, sobre a possibilidade de buscar outra alternativa de modal.

Nesse caso, enterraria de vez o tal metrô de superfície, e ressuscitaria o projeto inicial do Bus Rapid Transit, o BRT - sistema de ônibus sanfonado rápidos. Entende ser o meio de transporte mais adequado, em custos e benefícios, para a Região Metropolitana de Cuiabá.

O Palácio Paiaguás aponta muitos embaraços técnicos e jurídicos para retomar o VLT, tanto que o caso está "judicializado", além do custo elevadíssimo para mantê-lo, chegando a R$ 50 milhões por ano. É possível que opte pelo BRT e, depois de implantado, o governo entregue o sistema à iniciativa privada, por meio de PPP.

Qualquer decisão nesse sentido só virá mesmo no próximo ano, conforme prometido por Mauro ainda na campanha eleitoral. Enquanto isso, o Estado, que já pagou R$ 1 bilhão ao Consórcio que iniciou as obras do VLT, continua custeando despesas para manter trilhos e vagões corroídos pelo tempo e que nunca saíram do lugar.