Cuiabá, 30/10/2026

Marina critica Maggi e Romário mira Senado

   Em entrevista à equipe da revista IstoÉ, a presidenciável Marina Silva (PV) afirma que tem condições de ajudar o Brasil a se elevar à condição de potência ambiental. Para ela, a proposta não é utópica. Juntamente com o candidato a vice, Guilherme Leal, Marina falou sobre a reforma na segurança pública e estratégias contra a dependência química. Ao ser perguntada se ficou chocada com o que enfrentou no governo Lula, Marina afirma que não se sente vítima e cita nomes dos políticos que a apoiaram. “Não consigo me vitimizar nessa relação. Não quero fazer isso. Nunca vou fazer isso. Eu tinha grandes aliados: os ministros Ciro Gomes, Luiz Dulci, Tarso Genro, Márcio Thomaz Bastos. O ministro da Defesa sempre foi meu aliado também. Seria impossível prender 725 pessoas, fazer 25 operações da Polícia Federal, acabar com 1,5 mil empresas criminosas, inibir 35 mil propriedades de grilagem na Amazônia se não contasse com uma base de apoio”, disse a pré-candidata. Ao ser questionada sobre de quem não aceitaria doação de campanha. Ela cita o nome do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi. Também defende plebiscito sobre a descriminalização da maconha.

   O ex-jogador de futebol Romário anuncia candidatura ao Senado na revista Istoé. Filiado ao PSB, ele critica a seleção brasileira de futebol e diz que pode fazer diferença no Congresso. Aposentado dos gramados há dois anos, Romário, o artilheiro dos mil gols e considerado o grande responsável pela conquista da Copa de 1994, vai jogar agora no campo da política. Com 44 anos, quer provar que também é bom de voto. Avisa que pretende focar seu trabalho em projetos para jovens carentes e para crianças com necessidades especiais. “Se Deus quiser, se eleito, vou desenvolver projetos para crianças e jovens. Sei que existe muita coisa nessa área, mas vou tentar fazer mudanças, reajustes, porque tenho consciência do que posso ­realmente fazer. Como deputado federal, vou correr atrás disso. E outra situação: tenho uma filha com síndrome de Down, sei o quanto é difícil para um pai acompanhar o tratamento desses filhos e quero ajudar as famílias de crianças portadoras de necessidades especiais”, diz o ex-jogador.