Maurício, VLT, rombo e demissão
Rodinei Crescêncio/Rdnews/arquivo
Maurício Guimarães, que conduziu a extinta Secopa, responde a vários processos e é banido do serviço público
Braço direito do então governador Silval Barbosa (2010/2014), Maurício Souza Guimarães saiu do anonimato como agente de tributo estadual para integrar o primeiro escalão como o homem forte das obras da Copa-2014, especialmente do VLT. Tocava a extinta Secopa. Foi tal influente na época como o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes.
Em privado, combinava tudo com o chefe Silval, coisas republicanas, outras nem tanto. Mentiam juntos quando diziam que as obras do tal metrô de superfície, orçadas em mais de um R$ 1 bilhão, ficariam prontas até o Mundial de futebol, que teve Cuiabá como uma das subsedes.
O tempo se encarregou de desmenti-los. As obras foram perdendo ritmo. E o trem nunca saiu do lugar. Ficaram as imagens da dupla dentro dos vagões, que se transformaram num elefante branco corroído pelo tempo. Restaram processos na Justiça, transtorno e prejuízos aos comerciantes e um rombo milionário ao Estado.
Na iminência de ainda ir para a cadeia, Maurício está sob investigação. Foi delatado pelo ex-chefe Silval. E, para piorar, foi demitido a bem do serviço público, após enfrentar um Processo Administrativo Disciplinar desde 2015, com a chegada de Pedro Taques (PSDB) no Governo.
Agora, o novo governador Mauro Mendes assinou a demissão de Maurício. Ele perde o cargo efetivo de agente do Grupo TAF que lhe rendia mais de R$ 25 mil mensais. Em janeiro passado recebeu R$ 33,7 mil de subsídio. O salário caiu para R$ 25,2 mil em fevereiro e, no mês passado, para R$ 13,8 mil.