Max admite prejuízos à imagem de Taques com CPI em ano de eleição, mas nega desvio em fundos
O secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB), admite que a CPI dos Fundos, criada com a assinatura de 15 deputados nessa terça (16), causará prejuízos a imagem do governador Pedro Taques (PSDB), neste ano de eleição. No entanto, ressalta que o governo está tranquilo, pois não cometeu qualquer irregularidade.
A CPI - que ainda deve receber uma 16ª assinatura, do deputado Valdir Barranco (PT) -, investigará possível desvio de recursos dos mais de 30 fundos que o Estado possui, dentre eles, o Fethab e o Fundeb.
Mayke Toscano
Secretário-chefe da Casa Civil Max Russi com governador Pedro Taques
“(A criação da CPI) é boa para a oposição. No entanto, estamos com a consciência tranquila. Nosso líder e outros deputados da base foram liberados a assinar, sem problema algum”, diz ao #rdnews. Max ainda ressalta que o momento é inoportuno, pois o Estado ainda passa por um momento de crise econômica e na saúde. “O governador deixou de pagar emenda, mas nós pagamos a saúde”.
De autoria de lideranças partidárias, a CPI foi fomentada pelos deputados de oposição Allan Kardec (PT), Janaina Riva (MDB), Zeca Viana (PDT) e Barranco. Além de Oscar Bezerra (PSB), que propôs a investigação ainda em dezembro. O objetivo visava atingir os sonegadores de impostos que lesam os cofres.
Com a denúncia da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) de supostos desvios do recurso do Fundeb, Allan disse que a intenção da CPI é ampliar o objeto de investigação. O presidente, vice e relator da CPI ainda serão escolhidos, pelo presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), que espera indicações das bancadas de situação e oposição.
Apoio da base
O próprio líder do Governo Dilmar Dal Bosco (DEM) assinou o requerimento. Também assinaram, além dos primeiros seis contabilizados, Wancley Carvalho (PV), Romoaldo Júnior (MDB), Silvano Amaral (MDB), Daltinho (Solidariedade), Mauro Savi (PSB), Adriano Silva (PSB), Zé Domingos Fraga (PSD), Wagner Ramos (PSD), Baiano Filho (PSDB) e Guilherme Maluf (PSDB).
O presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB) e os governistas Leonardo Albuquerque (PSD), Pedro Satélite (PSD), Nininho (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Jajah Neves (PSDB) e Saturnino Masson (PSDB) se recusaram a assinar. Gilmar Fabris (PSD) está licenciado.
Desde o começo do mês, a AMM divulgou dados que apontam um descompasso entre a arrecadação do ICMS e o repasse da cota-parte do Fundeb aos municípios em 2017. Um dos indícios da retenção dos recursos é a diferença dos valores das transferências do fundo em 2016 e 2017, utilizando o mês de dezembro como parâmetro. Os prefeitos alegam que em alguns meses – principalmente após agosto – os repasses do Fundeb foram menores do que o previsto, sendo compensados em dezembro.