Cuiabá, 31/10/2026

Mesmo líder, Sachetti descarta eleição por trabalho na Capital

     Mesmo liderando as pesquisas eleitorais de Rondonópolis, o ex-prefeito Adilton Sachetti (PDT) é categórico na decisão de não ser candidato à sucessão de Zé Carlos do Pátio (PMDB). Sachetti afirma sequer estar morando na terceira maior cidade do Estado. Sua participação nas eleições de outubro, segundo ele, se limitará ao apoio a um nome, ainda a ser discutido com o partido.

      Ex-presidente da extinta Agecopa, Sachetti revela estar residindo em Cuiabá, onde toca uma empresa. A atividade profissional seria o empecilho para sua candidatura este ano. “No futuro é outra conversa, mas agora eu assumi compromissos e não vou me candidatar”, descarta em definitivo.

     Sachetti aparece com 31% das intenções de voto, conforme a pesquisa realizada pelo Instituto Mark, em parceria com o Blog do Romilson. Os números apontam para um empate técnico com o deputado estadual Percival Muniz (PPS), preferido por 27% dos eleitores. Os dados foram colhidos nos  dias 29 e 30 de janeiro.

     O pedetista atribui a vantagem ao reconhecimento tardio da população à sua gestão, que foi reprovada nas urnas em 2008, quando buscou a reeleição, devido às medidas consideradas impopulares. Ao fazer a avaliação do resultado, Sachetti não perdeu a oportunidade de alfinetar Pátio. Para ele, o peemedebista fez promessas impossíveis de serem cumpridas.

     “Quando disputei a eleição, coloquei as coisas mirabolantes proposta pelo adversário. Fiz o que tinha que ser feito e agora a população viu que é preciso ter firmeza, determinação, austeridade”, ressaltou. Sachetti chegou a comprar as eleições a uma partida de futebol, em que a torcida é levada pela paixão e não pela razão. “É fácil fazer discurso fervoroso, arrancar aplausos, empolgar. Difícil é colocar em prática”, avalia.

     Pátio aparece em terceiro lugar na pesquisa com 12,3% dos votos, seguido do ex-prefeito e ex-governador Rogério Salles (PSDB), com 7,7%, e dos vereadores Mohamed Zaher (PSD) e Ananias Filho (PR), com 2% e 0,3%, respectivamente.