Operação do MPE acaba de matar candidatura de Alcino
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Alcino Barcelos, ex-prefeito e candidato a deputado estadual pelo PL
Se na corrida à Assembleia Legislativa, Alcino Barcelos já havia se tornado um "cavalo paraguaio", com muito barulho e expectativa de votação expressiva, mas perdendo capilaridade eleitoral, agora a sua carroça deve empinar de vez com a operação Gamorra.
Deflagrada nesta sexta pelo Naco e MPE, apura fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa em contratos da Prefeitura de Pontes e Lacerda, entre 2017 e 2024, período em que Alcino foi prefeito. Na busca e apreensão, foi encontrada uma "montanha" de dinheiro na casa do candidato do PL.
Alcino, que projetava passar de 30 mil votos para ter alguma chance de ganhar, aparece nas trackings muito aquém dessa projeção. Corre risco de nem chegar a 20 mil votos, ficando atrás da vereadora de Rondonópolis, Luciana Horta.
Na prática, o PL deve fazer três vagas, uma delas pela sobra, e seriam conquistadas pelos deputados Cattani e Faissal e pela primeira-dama de Rondonópolis, Samantha Íris.
Além do desgaste pela condição de investigado sob suspeita de irregularidades, o que mancha sua reputação, Alcino ainda tem um concorrente na região Oeste que está lhe tirando votos, o deputado Valmir Moretto (Republicanos), outra figura política "queimada", mas que, por força do poderio econômico, tende a se reeleger.