Cuiabá, 31/10/2026

Osmar deixa Secom após o Carnaval; Rayel é mais cotado

    O jornalista Osmar de Carvalho deixa o cargo de secretário estadual de Comunicação após o perídoo de Carnaval. Ele colocou o cargo à disposição do governador Silval Barbosa (PMDB), que aceitou o pedido de exoneração. Em entrevista ao RDNews, Osmar enfatiza que sua saída é um processo natural e assegura não haver divergências com o chefe do Executivo estadual. Ele vinha tendo dificuldades com a execução orçamentária desde o ano passado.

   Entre os mais cotados para assumir o comando da pasta estão o marqueteiro Carlos Rayel e o secretário-adjunto Aroldo de Souza, vereador licenciado por Guarantã do Norte. Tanto Osmar, quanto Rayel foram "cabeças" da campanha vitoriosa de Silval em 2010, quando foi reeleito.

    O governador vai aproveitar o feriado do carnaval para decidir quem nomeará à Comunicação. Ele já fez algumas sondagens e, de fato, o mais provável é que venha oficializar Carlos Rayel no primeiro escalão. Trata-se de um publicitário respeitado, tido como linha dura e que foi fundamental na campanha à reeleição do peemedebista. A Secom detém um orçamento anual de R$ 33 milhões.

    Osmar acompanha Silval desde que quando este era deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. O jornalista foi, inclusive, secretário de Comunicação da AL, durante o período em que o peemedebista esteve à frente da Casa. Ainda na fase de transição, antes de assumir a cadeira de governador, Silval, dentro de um entendimento com Blairo Maggi, Osmar foi nomeado secretário, em dezembro de 2009. Agora, sai da administração dois anos depois.

Às 18h30 - Carlos Rayel já atuou em campanhas presidenciais e ajudou na eleição de Pátio

    Com jeito humilde, discreto e desconhecido do público em Mato Grosso, o marqueteiro Carlos Rayel é um profissional experiente nos embates de bastidores das campanhas, inclusive presidenciais. No Estado, teve papel fundamental no crescimento da candidatura à reeleição de Silval, em 2010. Havia construído o projeto há quase dois anos antes, quando foi contratado. Mudou-se provisoriamente de São Paulo para Cuiabá. A partir daí, toda a estratégia da campanha foi construída por Rayel.

    Rayel foi marqueteiro de Anthony Garotinho, que disputou a Presidência em 2002 e que acabou contribuindo para levar o pleito ao segundo turno no embate entre José Serra e Lula. Atuou ainda no marketing da campanha vitoriosa de Rosinha Matheus ao governo do Rio de Janeiro, também em 2002, e ajudou Lindbergue Farias a conquistar, por duas vezes, a Prefeitura de Nova Iguaçu (RJ). Atuou como marqueteiro de outras figuras políticas do cenário nacional.

    Em Mato Grosso, Rayel se destacou na vitória de Zé do Pátio à Prefeitura de Rondonópolis, em 2008. Na época, o peemedebista era tido como "zebra" diante do então prefeito Adilton Sachetti (PR), que buscava a reeleição com apoio dos governos estadual e federal e dos principais grupos políticos da região Sul, capitaneados por Blairo Maggi, Wellington Fagundes e vários deputados estaduais. Silval, assim que obteve referências do marqueteiro, o contratou. Enquanto isso, profissionais tanto da velha guarda quanto os novos tentaram desestabilizá-lo, diminuindo o trabalho realizado por Rayel e, para piorar, promovendo intrigas. Assim como no futebol, onde prevalece a tese de que em time que está ganhando não se deve promover trocas, Silval optou por continuar com o mesmo marqueteiro por considerá-lo humilde, seguro, capaz de aguentar pressão e que foi fundamental para a subida gradativa nas pesquisas.