PDT, PT e PCdoB firmam aliança seguindo diretriz nacional e podem viabilizar Zeca para governador
O deputado estadual Zeca Viana (PDT) começa a se movimentar para viabilizar sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de outubro. Nesta quinta (1º), recebeu em seu gabinete os dirigentes do PDT, PT e PCdoB que sinalizaram a disposição de firmar aliança dos partidos do chamado campo democrático e popular para fazer oposição ao governador Pedro Taques (PSDB) nas eleições de outubro. O próximo passo será tentar incorporar o PSB e o PSOL na composição que está sendo articulada.
Assessoria
Deputado estadual Zeca Viana (PDT) recebeu em seu gabinete dirigentes do PDT, PT e PCdoB para cnstruir aliança
A articulação em Mato Grosso segue a orientação do Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil. O documento que está orientando a ação política foi elaborado pelas cinco Fundações: Leonel Brizola-Alberto Pasqualini; Perseu Abramo; João Mangabeira; Lauro Campos; e Maurício Grabois com o apoio de seus respectivos partidos, PDT, PT, PSB, PSOL e PCdoB.
Ao #rdnews, Zeca disse que lançou sua pré-candidatura a governador com perfil claro de oposição a Taques. O oposicionista afirma ainda que os partidos PDT, PT e PCdoB estão iniciando o debate buscando ampliar o número de participantes na aliança.
“Sei que dificilmente o PT se alinharia a um projeto político com o DEM, mas o diálogo sobre Mato Grosso está sendo feito”
“Apresentei meu nome como pré-candidato a governador para contrapor esse governo que decepcionou os mato-grossenses e foi contaminado pela corrupção. Estou conversando com outras lideranças políticas e posso recuar se surgir nome mais viável. Agora, é tempo de conversar já que as convenções acontecem só em final de julho e início de agosto”, declarou Zeca.
#rdnews apurou que depois da reunião, Zeca e os representantes do PT e PCdoB se reuniram para dialogar com o ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz, que faz oposição a Taques e deve sair do PPS. O pedetista também manteve conversações com o senador Jayme Campos e com o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, ambos do DEM.
“Estou conversando com todos. Política se faz gastando saliva. Sei que dificilmente o PT se alinharia a um projeto político com o DEM, mas o diálogo sobre Mato Grosso está sendo feito”, completou Zeca.
Já o presidente do PT em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, lembra que o diálogo com o PDT e o PCdoB atende um indicativo da direção partidária. Afirma ainda que os petistas têm compromisso de ajudar a viabilizar um novo projeto para governar Mato Grosso.
“Estamos colocando em prática o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil e buscando a unidade com os partidos do campo democrático e popular. Ainda não temos definição se o PT apresentará candidatura majoritária a governador ou Senado, mas já estamos buscando unir a oposição a Pedro Taques, o pior governador da história de Mato Grosso”, pontua.
O PCdoB, que apresenta a pré-candidatura da ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder, foi representado pelo dirigente Miranda Muniz. O comunista destaca a importância de unir as forças que considera democráticas e progressistas para o processo eleitoral.
“Podemos ter como referência as eleições de 2016, quando PDT, PT e PCdoB se uniram em Cuiabá. O processo eleitoral mostrou que a unidade é possível e neste ano vamos buscar ampliar essa aliança”, disse.
“Podemos ter como referência as eleições de 2016, quando PDT, PT e PCdoB se uniram em Cuiabá”
Em 2016, o grupo lançou o ex-juiz federal Julier Sebastião para prefeito com Jusci Ribeiro (PT) vice. A chapa ficou em quarto lugar, com 8,12% dos votos.
PSB e PSOL
Para avançar no entendimento com PSB, o grupo aguarda as definições internas da sigla. Existem rumores de que o deputado federal Valtenir Pereira está deixando a presidência para retornar ao MDB. O comando pode ficar sob responsabilidade do deputado estadual Allan Kardec, que está em vias de romper com o PT.
Em relação ao PSOL, o debate é mais complicado. O Procurador Mauro, que é o principal expoente da sigla em Mato Grosso, tem postura sectária e costuma rejeitar coligações eleitorais.
Presidenciáveis
Todos os partidos que subscrevem o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil têm ou projetam ter pré-candidatos à presidência da República. Os nomes são Ciro Gomes (PDT), Lula (PT), Joaquim Barbosa (PSB), Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB).