Cuiabá, 01/11/2026

PF diz que Fabris fugiu de pijamas no dia da operação; deputado nega e diz que vestia short

Os policiais federais, que foram incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão na casa do deputado Gilmar Fabris (PSD), durante a deflagração da Operação Malebolge, não conseguiram surpreender o parlamentar.

Gilberto Leite/Rdnews

Gilmar Fabris está preso desde 6ª quando se entregou à Polícia Federal

Antes da chegada dos agentes, o deputado já tinha saído de casa com a esposa Anglisey Batini Volcov. Segundo trecho da decisão, o parlamentar não se preocupou com a formalidade ou não teve tempo para trocar de roupa.

Agentes relataram que ele deixou o local às 5h45 trajando apenas pijamas e com uma mala preta na mão. O ato foi considerado pela PF como uma tentativa de fuga e embasou a decisão do ministro Luiz Fux, do STF, para decretar a prisão preventiva e o afastamento do parlamentar da Assembleia. 

Fabris nega que estava de pijamas. Afirma que usava short e camiseta e “madrugou” para vistoriar obras em Várzea Grande. Além disso, ao saber da operação, resolver ir tomar um café e comer um bolo de arroz para evitar que a esposa tivesse um abalo psicológico.

Operação

A Operação Malebolge (12ª fase da Ararath) foi deflagrada na última quinta (14) tendo como base o inquérito em tramitação do STF, que investiga as declarações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em seu acordo de colaboração premiada (delação).

Além do peemedebista, sua esposa Roseli Barbosa, o filho Rodrigo Barbosa, o irmão Toninho Barbosa e o ex-chefe de gabinete Silvio Correa, também se tornaram delatores.

A ação cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Luiz Fux em 64 endereços. Fabris foi citado em várias denúncias feitas por Silval, entre elas a de cobrança de mensalinho e esquema das cartas de crédito. Também aparece em vídeo, supostamente recebendo propina em troca de apoio político.