Resultado em MT mostra força da direita bolsonarista e do segmento evangélico
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Zé Medeiros, eleito senador pelo PL
O resultado das urnas em Mato Grosso, tanto para cargos proporcionais quanto majoritários, demonstrou o quanto segue forte a direita, o segmento evangélico e a onda bolsonarista. Funcionou bem a estratégia da direita cristã de instrumentalizar a religião como arma eleitoral.
O PT, espécie de símbolo da esquerda, não deixa de marcar território, mas acuado e em minoria. Segue demonizado num Estado que tem sua engrenagem econômica tocada pelo agronegócio.
Os dois senadores eleitos, Zé Medeiros e Mauro Mendes, carregam esse viés ideológico, com discurso que destaca princípios, valores e pautas associadas ao conservadorismo e liberalismo econômico. E ganha força com o segmento evangélico, que combina engajamento digital e capilaridade nos templos, consolidando candidaturas alinhadas à direita.
Dos oito federais vitoriosos, quatro se identificam mais como conservadores e de direita: coronéis Fernanda, Roveri e Assis e o pecuarista Thiago Boava.
Na Assembleia, o segmento evangélico e a bancada direitista se renovam, com a chegada de Alessandra Ferreira, Samantha Íris, Alcino Barcelos e Ulysses Moraes. Eles se juntam aos reeleitos Faissal, Cattani, Diego, Thiago Silva e Sebastião Rezende.