Taques só debate reeleição em abril e minimiza disputar com Mauro e ter divergência com Leitão
O governador Pedro Taques (PSDB) estabeleceu data para começar a debater seu projeto de reeleição com os aliados. Além disso, considera remota a possibilidade de enfrentar o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (sem partido) nas urnas e minimiza as divergências com o correligionário Nilson Leitão (PSDB).
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Taques em entrevista ao Jornal do Meio, TV Vila Real, nesta segunda
“Não discuto eleições antes da Semana Santa. Sou bem pago para trabalhar por Mato Grosso. Por enquanto, sou candidato a ser bom governador. Na verdade, meu sonho é ser prefeito de Cuiabá, desde criança. Como filho de pequeno produtor e aluno de escola pública, posso dizer que chegar a governador não é para qualquer um”, declarou Taques em entrevista ao Jornal do Meio, na TV Vila Real, nesta segunda (18).
Sobre a possível candidatura de Mauro ao Governo do Estado, Taques prefere não polemizar. Afirma que todo cidadão pode ser candidato se cumprir os requisitos previstos no artigo 14 da Constituição. As especulações ganharam força quando Mauro descartou disputar o Senado, alegando que seu perfil está mais adequado ao Executivo. Rompido com o PSB, estuda filiação ao DEM, PP e PR para se viabilizar na eventual disputa eleitoral. “Não sei se Mauro Mendes é candidato. Se for, merece nosso respeito. Em 2010, apoiei o Mauro ao governo contra Silval Barbosa e acho que acertei”, completa.
Taques também lembra que apoiou Mauro para prefeito em 2012 e recebeu a retribuição em 2014, quando concorreu a governador. Já em 2016, insinua que o ex-prefeito quebrou acordo com o grupo político. “Em 2016, tínhamos um acordo. O Mauro seria nosso candidato. Eu cumpri a minha parte”, pontuou Taques sem citar que o então prefeito de Cuiabá desistiu da reeleição faltando 48h para as convenções, obrigando o grupo político a lançar Wilson Santos (PSDB), que acabou derrotado em segundo turno pelo peemedebista Emanuel Pinheiro.
No que diz respeito às divergências com Leitão, Taques garante que está travando o debate dentro do PSDB com “respeito e tranquilidade”. No entanto, a crise ente os correligionários se tornou pública ao ponto do presidente nacional da sigla, governador de São Paulo Geraldo Alckmin, anunciar que vai interceder para acalmar os ânimos entre os tucanos de Mato Grosso.
Ocorre que Leitão quer disputar vaga no Senado em 2018. Já Taques defende que o cargo na majoritária deve ser cedido aos aliados para fortalecer seu palanque à reeleição. “Partido recebe esse nome porque não é inteiro. Existem várias posições. O deputado Leitão tem sua posição e eu respeito. Agora, preciso dizer que sou governador de Mato Grosso e não somente do PSDB. Não posso administrar só para partido. As eleições, nós vamos debater no momento certo”, concluiu.