Tempo diluiu coligação MT Muito Mais que elegeu Percival, Mauro, Pivetta e Taques
Arquivo Rdnews
Em 2012, Percival foi eleito prefeito com Salles vice; Taques deu apoio a Percival, Mauro e Pivetta
O prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), candidato à reeleição, afirma que a coligação MT Muito Mais (PDT, PSB, PPS e PV) teve o seu último ato ao eleger o governador Pedro Taques (PSDB) ao governo, em 2014. Na ocasião, o bloco teve adesão de mais oito siglas. “Cumpriu seu papel e o tempo encarregou de esparramar (os partidos). Cada um segue o seu destino”, avalia o gestor ao #rdnews.
A história da coligação durou menos de seis anos. Os quatro partidos se uniram, em 2010, quando o então procurador da República Pedro Taques, pelo PDT, concorreu de forma vitoriosa o Senado. O ex-pedetista recebeu mais de 700 mil votos. Na oportunidade, Blairo Maggi também foi eleito.
Na oportunidade, a aliança lançou para o Governo a chapa encabeça por Mauro Mendes (PSB) e o vice Otaviano Pivetta, à época no PDT, hoje está no PSB. Entretanto, foram derrotados pelo então governador Silval Barbosa (PMDB). Percival, por sua vez, foi eleito deputado estadual.
Em 2012, os partidos voltaram a caminhar juntos na eleição municipal. O então senador Pedro Taques (PSDB) apoiou Mauro Mendes a prefeito de Cuiabá e Otaviano Pivetta em Lucas do Rio Verde. Percival deixou a Assembleia para concorrer à Prefeitura de Rondonópolis, também sob adesão de Taques. Todos conseguiram êxito.
A coligação começou a desintegrar quando Taques deixou o PDT e foi para o PSDB, que não faz parte da coligação. Mauro, alegando questões de foro íntimo, desistiu de disputar a reeleição e deve ficar fora do cenário político por pelo menos até 2018.
A aliança entre Percival e o governador foi quebrada, quando o partido decidiu romper com os populistas e lançar o vice-prefeito Rogério Salles para disputar contra o prefeito. As duras críticas de Percival à atual gestão de Taques também o afastaram do atual governo.
De todo modo, Percival garante que não guarda rancor em virtude da decisão do vice. Entretanto, explica que desde que as candidaturas foram postas, não o procurou para conversar. “O Salles tinha papel importante de ações em várias áreas. Mas agora está cuidando da campanha. Quando encontrá-lo vou pedir voto”, brinca.
Candidatos
Além de Percival e Salles, disputa a Prefeitura de Rondonópolis o deputado estadual Zé Carlos do Pátio (Solidariedade), que foi prefeito em 2008. Cassado em 2012, Pátio conseguiu anular o processo. O tucano assumiu a prefeitura entre 1994 e 1996. “Toda eleição é disputada. São três candidatos fortes. Vai haver muitas comparações das gestões”, avalia.
Percival, Salles e Pátio disputam a Prefeitura de Rondonópolis em 2016