Troca de acusações traz Rodoanel contra Wilson; Emanuel explica FAP e joias falsas
Arquivo Rdnews
Emanuel e Wilson também se "atracaram" neste sábado com denúncias recíprocas de compra de voto
A disputa entre Emanuel Pinheiro (PMDB) e Wilson Santos (PSDB) pela prefeitura de Cuiabá foi marcada pela baixaria e troca de acusações entre os candidatos que chegaram ao segundo turno. O peemedebista foi o candidato que mais “apanhou” nos mais de 60 dias de campanha.
Durante a campanha, Emanuel foi atacado por receber aposentadoria especial do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) no valor de R$ 25,3 mil desde os 37 anos de idade. Além disso, foi acusado de pagar dívida usando joias falsas.
O peemedebista também foi apontado como réu da Operação Arca de Noé, que desmantelou o crime organizado no Estado em 2002. Outra acusação levantada pelos adversários contra Emanuel foi referente ao débito do IPTU da residência e escritório de advocacia.
Wilson ainda encaminhou denúncia à Polícia Civil vinculando Emanuel ao recebimento de propina no valor de R$ 4 milhões da empresa Caramuru Alimentos, que era beneficiária de incentivos fiscais do Estado. A acusação está baseada em áudio no qual a cunhada do adversário, Bárbara Pinheiro e o irmão Popó Pinheiro, revelam o temor de serem presos por envolvimento ao suposto esquema de corrupção.
Já Wilson sofreu ataques por conta do escândalo do Rodoanel, obra iniciada da sua gestão e que acabou alvo de ação judicial por improbidade administrativa. Neste caso, o tucano está com os bens bloqueados em até R$ 22 milhões.
O tucano também foi criticado por enfrentar os servidores do Estado enquanto defendia o Executivo na polêmica da Revisão Geral Anual (RGA). Líder do Governo na Assembleia, Wilson sustentou com veemência que não existiam recursos para pagar a integralidade do reajuste na ordem de 11,28%.
O candidato do PSDB ainda foi acusado de mentir à população em 2008, dizendo que cumpriria integralmente o segundo mandato na Prefeitura de Cuiabá, mas renunciou em 2010 para disputar o Governo do Estado. Ainda foi taxado de “baixo” nível pelos adversários por conta das denúncias que costuma divulgar nas suas campanhas eleitorais.