Valtenir afirma que 39 mil votos a menos é devido à pulverização de sufrágio do Pros
O deputado federal reeleito para o terceiro mandato, Valtenir Pereira (Pros), afirma que a queda em mais de 38% dos seus votos em relação à eleição de 2010 foi compreensível, uma vez que a estratégia do partido foi de pulverizar os sufrágios. Neste pleito, Valtenir obteve 62. 923 mil votos contra os 101.907 mil, ou seja, 38.984 mil a menos. Há quatro anos o deputado, então no PSB, foi o terceiro mais votado, ficando atrás de Wellington Fagundes (PR) e Homero Pereira (já falecido), que cooptaram 145.460 mil e 112.421 mil votos, respectivamente.
Neste ano, Valtenir ficou com a última vaga das oito que estavam em disputa, perdendo para estreantes na Câmara Federal como Fábio Garcia, Adilton Sachetti (ambos do PSB), e do suplente Victório Galli (PSC). “Jogamos com o regulamento debaixo do braço”, sustenta o parlamentar negando qualquer relação da queda com possível desgaste na Câmara.
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Deputado federal Valtenir (Pros), que conseguiu a reeleição com 38% de votos a menos que em 2010
Valtenir avalia que a sigla teve sete candidatos, o que contribuiu para a disseminação dos votos. Em 2010, lembra que não tinha tantos candidatos do Pros como ocorreu neste pleito. Para sustentar a boa atuação, contudo, o parlamentar afirma que o partido obteve 109 mil votos, contra 106 mil do PSB à época. “O Pros tem apenas um ano de existência e já colheu bons frutos”.
Em relação à derrota nas urnas do irmão Valdenir Pereira, que concorreu a uma vaga à Assembleia, Valtenir diz que qualquer disputa é importante para o crescimento da sigla, bem como dos candidatos. Valdenir obteve apenas 4.965 mil votos. O mais votado no Legislativo pelo Pros foi o Dr. Julio Casado, de Mirassol do Oeste, que cooptou 8.595 mil votos. “Partido que não disputa eleição não tem torcida”, ressalta o deputado ao fazer analogia com time de futebol.
Câmara Federal
Quanto à atuação como parlamentar, Valtenir destaca a aprovação do projeto de lei, proposto em 2011, no qual dá condições aos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) elaborar súmulas com o intuito de dar celeridade na solução das demandas trabalhistas. “A lei permitirá resolver os conflitos trabalhistas com mais rapidez e segurança jurídica”.