Cuiabá, 01/11/2026

Vereadores arquivam pedidos de cassação contra Júlio Pinheiro

      Os vereadores de Cuiabá “enterraram” os 2 pedidos de abertura de processo contra o presidente do Legislativo Júlio Pinheiro (PTB) acusado de ter agredido a esposa, Gisely Carolina Lacerda Pinheiro, na madrugada da última sexta (6). O único a votar a favor dos pedidos foi o petista Lúdio Cabral. Durante a sessão desta quinta (12) o vereador Toninho de Souza (PSD) usou a tribuna para manifestar apoio à Pinheiro. O social-democrata repudiou a atitude de Janete Carvalho, presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), que pediu a cassação do vereador por quebra de decoro parlamentar. Já a outra representação foi protocolada pelo PND.

     Toninho acusa Janete de ter ligado na manhã desta quinta para todos os gabinetes da Câmara, numa tentativa de pressionar os vereadores para que aprovassem seu requerimento. Segundo o vereador, sua consciência está tranquila em apoiar Pinheiro, já que não existem provas suficientes para enquadrar o presidente da Câmara na Lei Maria da Penha.

    O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Marcus Fabrício (PTB), assim como Toninho, também declarou apoio ao presidente. Ele ressaltou não ter encontrado nenhuma evidência de que o vereador tenha praticado quebra de decoro. “Não houve sequer a instalação de inquérito policial e a própria esposa não representou contra ele. Assim, a Câmara de Cuiabá não tem elementos suficientes para retirar o mandado do vereador, nem elementos legais para instaurar processos de pedido de inquérito contra Pinheiro”, reagiu Marcus.

     Ainda pela manhã, a esposa do vereador, Gisely Pinheiro, protocolou uma carta no Legislativo garantindo que jamais sofreu qualquer tipo de violência. Segundo ela, o episódio que deixou Pinheiro numa situação delicada não passou de um desentendimento entre marido e mulher

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