Agricultura familiar ganha destaque e amplia espaço na FIT Pantanal 2026
Feira terá mais estandes, palestras e negócios voltados ao pequeno produtor, com expectativa de público recorde
Cecília Nobre/Rdnews
A agricultura familiar deve ocupar papel central na FIT Pantanal 2026, marcada para os dias 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Com ampliação de espaço, programação específica e maior participação de municípios, o setor aparece como um dos principais motores de negócios dentro da feira.
O lançamento oficial do evento para a imprensa ocorreu na noite desta segunda-feira (04), no Sesc Arsenal, e destacou o crescimento da presença dos pequenos produtores na programação.
Segundo o secretário-adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luís Carlos Nigro, a edição deste ano terá reforço significativo na área dedicada ao segmento. “Nós vamos ter muito mais área de agricultura familiar, muito mais área para o artesanato, [...] e com certeza vai ser realmente uma feira única”, afirmou. A expectativa, de acordo com ele, é atingir cerca de 100 mil participantes.
Nigro apontou também que, além da ampliação física, a programação também inclui palestras específicas sobre agricultura familiar, destacando o avanço na profissionalização dos produtores. O secretário também citou como exemplo a evolução das embalagens e da apresentação dos produtos da primeira edição da FIT Pantanal até a última, que ocorreu no ano passado.
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Luís Carlos Nigro, secretário-adjunto de Turismo
“Eu estou aqui desde a primeira [FIT Pantanal]. Gosto de lembrar que, no ano passado, eu estive lá na FIT e fui visitar os estandes da agricultura familiar e a hora que eu entrei lá, eu me assustei e falei: ‘Gente, mas estão comercializando coisas aqui industrial?’, porque está muito bonito as embalagens, parece que não é de agricultura familiar”.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), José Wenceslau Júnior, também marcou presença no evento e reforçou o impacto direto da agricultura familiar na economia e no turismo regional. “Esses números são mais que estatísticas, eles representam pessoas, histórias, empreendedores, sonhos e trabalho”, disse. Ele também ressaltou o potencial do setor na Baixada Cuiabana, que passou a ganhar visibilidade recentemente.
Segundo Wenceslau, a feira reunirá produtores de cerca de 30 municípios, “valorizando o pequeno produtor e fortalecendo a economia local”, afirmou. Segundo ele, mais de 100 artesãos também devem participar, levando identidade cultural e história ao público.
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José Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio
Evento mira recorde de público
A FIT Pantanal chega à edição de 2026 em expansão, consolidando-se como uma plataforma de negócios do turismo em Mato Grosso. O lançamento para a imprensa evidenciou a estratégia de crescimento, com aumento no número de municípios participantes, diversidade de produtos e fortalecimento da cadeia produtiva.
De acordo com dados apresentados, o evento saltou de 45 mil visitantes em 2023 para 70 mil em 2025, e agora busca ultrapassar a marca de 100 mil pessoas. A feira também ampliou o volume de negócios, movimentando cerca de R$ 35 milhões na última edição, com impacto direto em setores como agricultura familiar, artesanato e gastronomia.
Para o coordenador-geral da FIT Pantanal, Jaime Okamura, a presença da agricultura familiar vai além da exposição de produtos e entra no debate estrutural do setor. “Tudo que reúne o setor do turismo e a cadeia produtiva, vai estar lá. Desde alimentação, passagem, venda, cultura, artesanato, agricultura familiar, tudo que movimenta o comércio local estará ali dentro”, explicou.
Ele destacou que a proposta é discutir, em nível nacional, a integração entre produção e turismo. “O agro está crescendo, a agricultura familiar e o turismo rural estão crescendo, mas dentro do turismo mesmo, o principal, que é o serviço, [...] não tem sido contemplado”, avaliou.
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Jaime Okamura, coordenador geral da FIT Pantanal 2026
A feira também sediará o Fórum Brasileiro de Turismo Rural, reunindo representantes de ministérios, instituições e produtores para discutir desafios como infraestrutura, hospitalidade e organização do setor. “Não adianta divulgar o agro, se lá não tem uma infraestrutura de hotel”, afirmou Okamura.
Outro destaque apontado pelo coordenador é o impacto econômico direto dentro do evento. Na edição anterior, segundo ele, foram quase R$ 12 milhões em vendas de produtos, incluindo itens da agricultura familiar, artesanato e alimentos.
Okamura aponta também que, com o crescimento contínuo e maior profissionalização dos expositores, a expectativa é que a agricultura familiar consolide seu espaço não apenas como atração, mas como protagonista na geração de renda e no fortalecimento do turismo em Mato Grosso.
(Com informações da assessoria)