Após incêndio, comerciantes armam barracas na Av. Carmindo de Campos
Lojistas afetados pela tragédia na última semana tentam se reerguer e retomar vendas
Após o incêndio que destruiu o Shopping Popular, alguns lojistas começaram a se acomodar na Avenida Carmindo de Campos - que dá acesso ao estacionamento do complexo comercial, em Cuiabá -, na tentativa de se reerguer e evitar o total prezuízo nas vendas.
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O incêndio ocorreu na última segunda-feira (15) e atingiu mais de 600 lojas. Alguns comerciantes começaram, então, a instalar suas barraquinhas na via, alguns com tendas e outros sem cobertura, a fim de retomar as vendas.
"Temos que recomeçar. Somos camelôs e precisamos levar o sustento para casa, seja como for. Nossa família depende de nós, e conclamamos os cuiabanos que nunca nos abandonou a vir, ajudar na compra, estará ajudando muito", afirmou um dos comerciantes, identificado como Josemar.
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Durante a semana, comerciantes do estabelecimento, junto do presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, se reuniram várias vezes e decidiram que iriam instalar as lojas temporárias no campo de futebol do Complexo Dom Aquino. O local foi sugerido pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
No entanto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 17ª Promotoria de Justiça Cível - Defesa da Ordem Urbanística, emitiu posicionamento informando que as bancas provisórias dos lojistas devem ser posicionadas no espaço destinado ao estacionamento do local, e não no Complexo Dom Aquino, como planejado.
“Quanto ao uso do espaço de parte do Complexo Dom Aquino, como se trata de bem de uso comum do povo, a ocupação privada, ainda que temporária, não atende aos fins e interesse da coletividade”, diz a nota do MPMT.
O incêndio
A fachada e as estruturas do complexo comercial desabaram com o fogo. Por ter muito material combustível, como plástico, perfumes, entre outros, a propagação do fogo foi maior. Segundo a Polícia Civil, não há indícios de que o ato tenha sido criminoso. A suspeita, até então, é de uma pane elétrica. Autoridades se comprometeram a disponibilizar ajuda financeira para a reconstrução do Shopping. Estima-se que o local empregava mais de 3 mil trabalhadores.