Balsa Ecológica retira 10 toneladas de lixo por semana do rio Cuiabá - fotos e vídeo
Todos os dias, pontualmente às 8h, a Balsa Ecológica sai de um porto localizado próximo a avenida Beira Rio com um piloto da embarcação e mais dois funcionários da prefeitura, que com pequenas redes catam tudo que aparece na superfície do Rio Cuiabá. Eles percorrem o trecho da Ponte Nova e seguem até a comunidade de São Gonçalo Beira Rio. O #rdnews acompanhou o trabalho e trará uma série sobre o tema - assista.
Rodinei Crescêncio
Piloto da balsa conta como é rotina, além disso, tem lembranças de infância do tempo em que brincando no rio. Ele e outros primos nadavam pelas águas
Com 7,20 metros de comprimento e 3 metros de largura, além das laterais com 1.10 metro de altura e tela de uma polegada, a balsa teve o piso construído com chapa de aço e é forrado com borrachão para garantir mais segurança em quem embarca na maratona.
Rodinei Crescêncio
Equipe da prefeitura recolhe todos os dias o lixo pelo rio, faz percursso de ida e volta e enche as caçambas com o caminho que toma pelas águas turvas
O projeto, que coloca na ativa esta coleta, funciona desde novembro de 2019 e, segundo a assessoria do município, por semana, consegue remover das águas 10 toneladas de lixo – boa parte é de garrafa pet, objetos domiciliares, como televisões, e outras curiosidades como brinquedos, cadeiras e animais mortos.
Rodinei Crescêncio
Alguns ribeirinhos praticam pequenas pescas para alimentação da família. Relatam que respeitam o rio Cuiabá e o peixe é a melhor opção pois a carne é cara
A reportagem do #rdnews acompanhou o trabalho da equipe em uma destas manhãs, observou os procedimentos e como as comunidades ribeirinhas têm recebido os serviços prestados. Quem pilota a balsa é Eliomar Rodrigues, 31 anos, que nasceu no bairro Dom Aquino e cresceu próximo ao rio.
Rodinei Crescêncio
Rio Cuiabá é extenso e, com chuvas, deve aumentar nível de água nos próximos meses - o que também fará crescer o lixo levado pelas enxurradas da água
Ele recorda que, ainda enquanto criança, às águas eram diferentes, mais claras, e a prainha, para que muitos garotos como ele “banhassem” no rio, bem mais limpa e maior. “Meu avô me trazia aqui junto com os outros netos. Para mim, é bastante nostálgico fazer esse trabalho, acho que é importante as pessoas terem mais consciência sobre o próprio lixo, caso contrário, ele vai morrer”, acredita.
Enquanto Eliomar faz seu trabalho, seguem frente à balsa, os dois funcionários atentos com suas redes. Quando um lixo é visto, a velocidade é reduzida e eles catam mais um pouco. De ida e volta, segundo os funcionários, as duas caçambas ficam cheias. No dia que em a reportagem acompanhou a coleta, sapatos, cadeiras e até bola de futebol estiveram entre os objetos encontrados.
São poucos os animais que surgem às margens, mas as garças predominam. Alguns dos pescadores se aproximam da balsa para entregar o que também coletaram de sujeira no rio. Apesar da chegada das chuvas, as águas não estão tão altas, mas é com a força das chuvas que alguns resíduos acabam sendo levados por enxurradas até o leito.