Banda da PM toca música de cunho sexual em escola militar e causa polêmica; vídeo
Em nota, comandante diz que aluna pediu música, lamenta situação e diz ter tomado medidas
Reprodução
Viralizou nas redes sociais um vídeo em que aparece o Corpo Musical da Polícia Militar tocando a melodia da música “Toca o Trompete”, hit do cantor Felipe Amorim, na Escola Tiradentes, que é militar. O problema é a letra da música tem cunho sexual e situação gerou polêmica - assista
A música, que tem mais de 151 milhões de reproduções no Spotify, fala sobre uma “novinha” que está “perdida no baile, com pura maldade”. “O que, que ela quer? Novinha quer sentar pros cria, pede p*taria, então vou te dar”, diz o refrão.
No vídeo, um trecho da apresentação da banda, os policiais do corpo musical cantam uma parte e deixam o resto para os alunos, que entoam a letra sem censura. No vídeo, também é possível ver, ao fundo, o comandante-geral da Polícia Militar Alexandre Mendes.
Ao #rdnews, o comandante explica que a banda fazia apresentação na escola e uma aluna pediu a música. “Infelizmente ocorreu isso sim. Porém os nossos cantores não cantaram a letra no original, apenas a melodia. Se você me perguntar se eu conhecia a letra ou a música, (eu respondo que) nunca tinha ouvido”, salienta.
O comandante também emitiu uma nota, afirmando que o conteúdo da música não reflete os valores e princípios defendidos na escola. Também lamentou o episódio e pediu desculpas às famílias que se sentiram ofendidas com a letra.
"Determinei que todo repertório do grupo seja previamente aprovado por equipe que designarei, de acordo às virtudes que queremos ver refletidas em nossas crianças", diz trecho.
Veja, abaixo, a nota completa:
- Foi com surpresa e reprovação que tomei conhecimento a fundo da letra dessa música que, após pedido de um aluno, foi tocada pelo grupo musical da PM, cujo conteúdo certamente não reflete nossos valores e os princípios que defendemos na Escola Tiradentes. Enquanto Comandante-Geral não participo diretamente da escolha do repertório, o que não me isenta, todavia, de tomar decisões no sentido de que isso não volte a se repetir, em proveito do zelo que devemos ter com a integridade moral de crianças e adolescentes.
- Dessa forma, determinei que todo repertório do grupo seja previamente aprovado por equipe que designarei, de acordo às virtudes que queremos ver refletidas em nossas crianças. De imediato, suspendi as apresentações nas Escolas até essa reformulação profunda do repertório além do necessário alinhamento ético em reunião com todos os militares do Corpo Musical.
- Por fim, lamentamos o episódio às famílias que sentiram-se ofendidas com essa letra pedindo a desculpa que nos cabe.