Cuiabá, 28/10/2026

BR-163 é liberada, mas bolsonaristas permanecem nas margens da estrada

Concessionária não descarta possibilidade de novos bloqueios, mesmo com apelo de Bolsonaro

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Nesta quinta (03), os bloqueios localizados na BR-163 foram desmobilizados pelas forças de segurança de Mato Grosso. Segundo a Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp-MT), todos os pontos na via foram desbloqueados, mas a Polícia Rodoviária Federal informou que alguns manifestantes ainda insistem em protestar em alguns trechos e, por isso, as vias podem ser fechadas novamente.

Segundo as informações, em pontos da BR-163 próximos a Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, os manifestantes retiraram as barreiras físicas do meio da pista, mas se mantiveram nos canteiros laterais. Conforme a Concessionária Rota do Oeste, em razão disso, "o tráfego pode ser fechado de acordo com a organização dos manifestantes”.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, afirmou que as forças de segurança acompanham as ações de desmobilização, assim como os trechos em que ainda existem bloqueios no Estado.

As obstruções das rodovias, em vários pontos do Brasil, começaram após a divulgação do resultado das eleições presidenciais elgendo Lula (PT), com 50,9% dos votos. Inconformados com a derrota de Bolsonaro, eleitores do futuro ex-presidente organizaram um movimento que intitulam de pró-Brasil, mas com pautas já apontadas como antidemocráticas, como "intervenção federal".

Após três dias do início do movimento, Bolsonaro gravou um vídeo agradecendo o apoio, mas pedindo que os manifestantes interrompessem os bloqueios para que a economia do país não seja prejudicada, assim como para garantia do direito de ir e vir dos cidadãos. Embora o lema do protesto fosse continuar até ordens do capitão, alguns apoiadores ainda insistem no ato como "resistência civil”, pelo qual poderão ser investigados por crime contra a democracia. Em Mato Grosso, ainda há cerca de 20 pontos obstruídos.