Cuiabá, 20/09/2026

Casos de estupros de crianças e adolescentes em escolas de MT sobem 840% em 5 anos

De acordo com o relatório elaborado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), os casos dentro de instituições de ensino estão crescendo a cada ano

Os casos de estupros dentro de escolas no estado de Mato Grosso multiplicaram e subiram 839,47% em cinco anos. Conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em 2021 houve 38 casos, enquanto em 2025, foram 357. 

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O levantamento mostra que os casos subiram de forma exorbitante, com um salto para 180 já em 2022, o que representa uma variação de 373,68%, em comparação com o ano de 2021. Já em 2023, o número de casos em escolas quase dobraram ante a 2021, chegando a 296. Vale ressaltar, que no relatório, a Sesp não especifica se as instituições são públicas ou privadas. 

As instituições de ensino ocupam o terceiro lugar no ranking de locais em que mais ocorrem violência sexual. Em segundo lugar está “outros”, sem especificação do local do abuso. 

A categoria chama atenção, tanto pelo número elevado de casos, quanto pela falta de informação sobre quais são esses locais. Somente em 2025, foram registrados 576 casos, o maior número dos últimos cinco anos nessa categoria. 

A residência permanece como o local mais utilizado para os abusos sexuais contra menores, aparecendo em primeiro lugar nos cinco anos de levantamento. Em 2025, por exemplo, dos 2.694 estupros registrados com local do crime, 50% deles ocorreram dentro de casa. 

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Outro local que chama atenção no levantamento é “via pública”, que ocupa o quarto lugar no ranking e mantém números relativamente estáveis. Em quarto lugar estão propriedades rurais, o que levanta o debate sobre até onde políticas de enfretamento a violência sexual infantil chegam. 

Meninas são as principais vítimas

Conforme os dados, as meninas continuam sendo as principais vítimas. Dos 13.158 casos de abuso sexual, que ocorreram nesses cinco anos, 86,10% tiveram como vítimas meninas de  0 a 17 anos. 

Os números mostram que a violência sexual contra menores não se restringe ao estupro, mas também tem ocorrido de outras formas. O assédio sexual, por exemplo entre 2021 e 2025, cresceu 88,81%, com um salto de 134 para 253. 

Casos de importunação sexual, em que o criminoso pratica ato libidinoso sem consentimento, como apalpar, lamber, tocar, também aumentaram. Enquanto em 2021, foram registrados 198, em 2025 foram 482, o que representa um aumento de 143,43%. 

Abusos sexuais podem ser denunciados fora da situação de flagrante. Caso haja suspeita ou confirmação, a denúncia pode ser feita de forma anônima e gratuita, tanto no Disque 100 do Governo Federal, quanto no Conselho Tutelar, como diretamente em Delegacias locais.