Cuiabá, 20/10/2026

Colégio de Cirurgia Plástica atesta formação de médico após morte de jovem durante procedimento; veja

Segundo a entidade, Euller Preza integra o quadro associativo da entidade desde o ano de 2011 e pede cautela

O Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica confirmou a formação e a experiência na área do médico Euller Gustavo Preza. A manifestação ocorreu nesse domingo (18), em meio aos questionamentos sobre a qualificação do profissional após a morte da paciente Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, na sexta-feira (16), durante uma cirurgia plástica em Cuiabá. Euller foi quem realizou o procedimento.

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Em nota, a entidade ressaltou que Euller Preza integra o quadro associativo desde o ano de 2011, na categoria de Membro Efetivo, tendo ascendido à categoria de Membro Titular em 2018. Ele possui especialização na área desde 2008, com certificado emitido pelo próprio Colégio de Cirurgia Plástica, e acumula diversos cursos de aperfeiçoamento.

“O CBCP informa que está acompanhando o caso, que envolve o Dr. Euller Preza, médico integrante de seus quadros, profissional com formação e experiência na área da cirurgia plástica”, reforça o comunicado.

Diante de toda repercussão do caso, a CBCP informou que acompanha os desdobramentos e pediu cautela na avaliação do episódio. A entidade destacou que complicações graves podem ocorrer mesmo quando os procedimentos são realizados por médicos qualificados e em hospitais com estrutura adequada.

Reprodução/CBCP

 

A entidade também ressaltou que a ocorrência de uma complicação, isoladamente, não permite concluir que houve erro médico.

“É importante ressaltar que intercorrências graves, embora infrequentes, podem ocorrer mesmo em procedimentos realizados por profissionais qualificados e em ambientes hospitalares adequados. A ocorrência de uma complicação, por si só, não caracteriza erro médico ou conduta inadequada”, afirmou.

Neste sentido, o CBCP ainda pediu que sejam evitadas conclusões antecipadas sobre o caso, enquanto as autoridades apuram as circunstâncias da morte.

O caso

A jovem Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu nesta sexta-feira (16), durante uma cirurgia plástica no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá. Informações iniciais apontam que ela sofreu uma parada cardiorrespiratória.

“O procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais plenamente habilitados, após as avaliações pré-operatórias exigidas. Durante a cirurgia, a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente o procedimento e manteve as manobras de reanimação por cerca de duas horas, infelizmente sem sucesso”, diz trecho da nota divulgada pela assessoria jurídica do médico Euller Gustavo Preza, que realizava o procedimento.

Ainda conforme o posicionamento, as causas da intercorrência serão esclarecidas durante a investigação do caso. Euller também ressaltou que atua na área há mais de 25 anos e possui vasta experiência.

A assessoria jurídica também confirmou que o médico foi agredido por familiares da paciente após a morte.

"Sobre a notícia que divulga uma possível agressão ao médico, esta assessoria jurídica esclarece que tanto a agressão quanto a ameaça de morte foram registradas pelo médico em um Boletim de Ocorrência, no intuito de preservar sua integridade física".

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CRM abre sindicância 

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou sindicância para apurar a morte da jovem Lurdes Maria. Ela fazia uma cirurgia plástica no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, quando teria sofrido uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Conforme informado pelo #rdnews, o procedimento foi realizado pelo médico Euller Gustavo Preza. O procedimento contra ele corre em absoluto sigilo, segundo o CRM.

“O CRM-MT informa que será instaurada uma sindicância ex officio para apurar rigorosamente a dinâmica e todas as circunstâncias que envolveram o atendimento e o falecimento da paciente”, diz trecho da nota do CRM.

O Conselho destaca que a abertura da sindicância é um trâmite legal e necessário para a busca da verdade dos fatos, e não significa a condenação prévia do profissional envolvido, sendo garantidos o direito à ampla defesa e ao contraditório.