Cuiabá, 18/10/2026

Com 216 votos a favor em assembleia, professores da UFMT aprovam greve

Agora, a classe possui 72 horas para organização da paralisação; 90 docentes votaram contra a greve

Com 216 votos a favor, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso decidiram pela deflagração de greve em todos os campi. A decisão foi tomada em votação durante assembleia geral nesta sexta-feira (17). Agora, a classe possui 72 horas para organização da paralisação e a greve deve começar na próxima segunda-feira (20). 

De acordo com a Associação de Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), foram 90 votos contra a deflagração de greve e três abstenções. Em abril, os professores se manifestaram contra a adesão de greve na instituição. 

 Uma vez feita a comunicação à Reitoria, a greve terá início em 72 horas. Neste momento, os professores deliberam os detalhes da deflagração. 

Entre as reivindicações, os professores pedem o fim da lista tríplice para escolha do reitor, ampliação da política de cotas, reestruturação da carreira docente e a necessidade de instalação das mesas setoriais de negociação com o Governo. Além disso, a classe pede reforma salarial, já que não há contrapropostas do Governo. 

A paralisação afeta os campi de Cuiabá, Araguaia e Sinop, atingindo cerca de 21 mil alunos. 

Greve dos técnicos

A greve dos docentes se soma à paralisação dos técnicos administrativos da UFMT, que estão em greve desde o dia 14 de março. A classe aderiu ao movimento nacional e reivindica, entre outros itens, reestruturação do plano de cargos e carreira, revogação da IN/2023 que impede o direito à greve e fim da lista tríplice para eleições à Reitoria. Os setores da universidade têm sido mantidos com 30% de funcionamento.