Cuiabá, 28/10/2026

Comerciantes fecham as portas em Cuiabá e aderem a ato por Bolsonaro; veja fotos

Empresas da Avenida XV de Novembro tiveram as atividades encerradas mais cedo nesta terça (1º)

Rodinei Crescêncio/RDNews

Empresários ligados à Associação Comercial e Empresarial do Centro Sul de Cuiabá (Acec) resolveram fechar as portas das lojas e se juntar ao protesto dos caminhoneiros que não aceitam a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) e contestam a eleição de Lula (PT) ao Palácio do Planalto no último domingo (30). De acordo com o presidente da Acec, João Silva, os empresários se negam a aceitar o retorno do governo petista. 

Até o começo da tarde desta terça (1), a maioria dos estabelecimentos comerciais localizados  Avenida XV de Novembro estavam fechados. Nas lojas que se encontravam abertas, os funcionários explicaram à reportagem que o atendimento ao público geral estava suspenso e que seriam atendidos apenas clientes que já teriam agendado a ida até o local.

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Segundo João Silva, que também é o proprietário da Papelaria Realmat, o movimento começou em um grupo no WhatsApp. Ele explicou ao #rdnews que anunciou aos participantes que não iria abrir seu comércio em apoio aos caminhoneiros, que desde o último domingo estão bloqueando rodovias federais, aguardando ordens de Bolsonaro sobre o que fazer após a derrota.

O presidente da Acec também disse que está ajudando os bolsonaristas que estão nas estradas, enviando alimentos e água. Em Mato Grosso, há cerca de 20 pontos de bloqueios na BRs e o Ministério Público Federal determinou que a Polícia Federal instaure um inquérito para investigar um possível crime contra a democracia. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal decidiu cumprir o que foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal e dar inicio à desmobilização nas vias.

Rodinei Crescêncio/RDNews

Questionado sobre o prejuízo financeiro de suspender o expediente da empresa, João respondeu que acredita que a economia ficará pior em uma gestão petista. Vale ressaltar que o comércio foi um dos setores mais contrários ao lockdown durante o cenário mais crítico da pandemia de Covid-19, alegando um alto prejuízo financeiro caso as lojas parassem o funcionamento.

De acordo com o presidente Acec, a expectativa é de que mais empresários somem força ao ato, para que as 17h todos saiam em carreata da Avenida 15 de novembro em direção ao 44º Batalhão do Exército Militar, em um ato que ele denominou como "pró-Brasil". 

Rodinei Crescêncio/RDNews

Manifestantes estão bloqueando rodovias federais desde domingo (30), por não se conformarem com o resultado das eleições para a Presidência

Carreata 

Conforme a organização do evento, a concentração para a carreata nesta terça (1) será a partir das 18h nas Praças das Bandeiras e sairá às 18h45 em direção ao Trevo do Lagarto. No comunicado, os apoiadores ressaltam que os manifestantes contribuam com mantimentos para os caminhoneiros.  

Na quarta (02), feriado nacional pelo Dia de Finados, também está prevista uma manifestação de "resistência civil” em frente ao 44º Batalhão do Exército Militar, às 15h. A previsão é de que os apoiadores se dirijam novamente ao Trevo do Lagarto para somar forças com os aliados na estrada.